• 07 abril, 2026

Argentina ré por injúria racial no Rio está de volta ao seu país

A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Rio de Janeiro, já retornou ao seu país de origem.

Segundo o jornal argentino La Nación, ela desembarcou em Buenos Aires na noite de quarta-feira (1º).

Além disso, em entrevista à imprensa local, a advogada afirmou estar arrependida da forma como reagiu durante o episódio.

Entenda o caso

O caso ocorreu em janeiro deste ano, em um bar localizado em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Na ocasião, a advogada discutiu com funcionários do estabelecimento após uma suposta cobrança indevida.

Durante a confusão, ela utilizou termos pejorativos contra um funcionário negro. Em seguida, ao deixar o local, reforçou as ofensas ao usar a palavra “mono” — que, em espanhol, significa macaco — além de imitar gestos do animal.

De acordo com a promotoria, ela repetiu as ofensas contra outros dois funcionários. Portanto, a acusação enquadrou o episódio como três crimes de injúria racial.

Justiça autorizou retorno ao país de origem

Posteriormente, na terça-feira (31), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a saída da advogada do Brasil.

Com isso, as autoridades devolveram o passaporte e retiraram a tornozeleira eletrônica que ela utilizava como medida cautelar.

No entanto, apesar da autorização para deixar o país, ela continuará respondendo ao processo na Justiça brasileira.

Medidas judiciais e fiança

Antes disso, a advogada chegou a ser presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro. Logo depois, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Além disso, ela precisou cumprir outras medidas, incluindo o pagamento de fiança no valor de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos.

Somente após cumprir essas exigências, a Justiça permitiu sua saída do país.

Processo segue em andamento

Enquanto isso, o processo continua em tramitação. A decisão que autorizou a viagem foi proferida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, o desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso, determinou as condições para a liberação da advogada.

Caso reacende debate sobre racismo

Por fim, o episódio reforça o debate sobre crimes de injúria racial no Brasil. Além disso, evidencia a importância de responsabilização em casos de discriminação, independentemente da nacionalidade do acusado.

Assim, mesmo com o retorno ao país de origem, o caso segue como exemplo da aplicação da legislação brasileira contra práticas racistas.

Frase-Chave: Como medida cautelar.

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