
Cadeia do amendoim avança e atrai novos investimentos em Mato Grosso do Sul
O amendoim dividiu protagonismo com a cana durante a programação da Expocanas, realizada em Nova Alvorada do Sul. Além disso, durante o evento, foi assinado um termo de acordo de isenção fiscal para a implantação de uma indústria de beneficiamento de amendoim da empresa MS Grãos Nuts no município.
O empreendimento prevê um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e a geração de cerca de 60 empregos diretos. Além disso, o início das operações está estimado para janeiro de 2029. O projeto conta com apoio do poder público, por meio da concessão de área e incentivos fiscais. Dessa forma, reforça a política estadual de atração de investimentos e desenvolvimento econômico.
Expansão acelerada da cultura no Estado
O anúncio ocorre em um momento de forte expansão da cultura do amendoim em Mato Grosso do Sul. Nesse sentido, na safra 2024/2025, o Estado consolidou-se como o segundo maior produtor nacional, com produção superior a 56 mil toneladas.
Além disso, o crescimento foi expressivo: houve um aumento de 176,37% em relação à safra anterior, o que representa cerca de 7% da produção total do país. Com isso, Mato Grosso do Sul ganha ainda mais relevância no cenário nacional.
A área plantada também apresentou avanço significativo. De fato, houve crescimento superior a 203%, alcançando 21,26 mil hectares. Esse desempenho é impulsionado, principalmente, pelo uso de tecnologia, pelo manejo qualificado e pela utilização estratégica de áreas de renovação de canaviais.
Concentração produtiva e potencial de crescimento
Atualmente, os municípios de Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Inocência, Paranaíba e Angélica concentram mais de 70% da produção e da área cultivada. Dessa maneira, evidencia-se não apenas o potencial de expansão, mas também a consolidação da cultura como uma alternativa viável de diversificação agrícola no Estado.
Diversificação e industrialização como estratégia
Para o secretário Jaime Verruck, o avanço da cadeia do amendoim representa um movimento estratégico. Ou seja, trata-se de uma diversificação produtiva aliada à agregação de valor.
“Estamos estruturando uma nova cadeia no Estado, com base tecnológica e integração com a indústria. Além disso, a chegada de uma planta de beneficiamento fortalece esse processo, gera empregos e permite que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção. Consequentemente, ampliamos a competitividade e atraímos novos investimentos”, destacou.












