
Campo e Renda: Mandioca impulsiona a agricultura familiar durante oficinas técnicas na Tecnofam
Com o objetivo de transformar a produção tradicional em um negócio de alta produtividade e renda, a mandioca consolidou-se como uma das grandes protagonistas da Agraer durante a Tecnofam. Dessa maneira, a instituição ofereceu aos agricultores familiares uma série de oficinas práticas focadas no cultivo eficiente e na agregação de valor ao produto. Nesse sentido, os extensionistas demonstraram na prática que a união entre o conhecimento científico e o potencial econômico da raiz gera resultados imediatos dentro das propriedades rurais sul-mato-grossenses.
Força Comercial e Inovação Tecnológica na Lavoura
A princípio, os números do mercado atestam o excelente momento desta cadeia produtiva no Estado. Portanto, somente entre janeiro e maio deste ano, o Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), que opera dentro da Ceasa/MS, movimentou mais de 626 mil quilos de mandioca. Dessa forma, esse volume expressivo já equivale a cerca de 20,6% de todas as vendas registradas ao longo do ano passado, justificando os investimentos governamentais em assistência técnica e inovação.
Vale ressaltar ainda que os produtores locais já começam a adotar técnicas internacionais para otimizar o espaço e o tempo de colheita. Consequentemente, o agricultor Laerte Bouwman, do Assentamento Vale Verde, em Jaraguari, planeja revolucionar sua propriedade ao aplicar um modelo inspirado em sistemas agrícolas da Tailândia:
Plantio Vertical: Laerte testará o cultivo da mandioca em canteiros com as ramas posicionadas na vertical.
Mecanização: O produtor adquiriu uma plantadeira específica para esta técnica, que chegará à lavoura nas próximas semanas.
Manejo Correto: Durante o evento, ele alinhou o projeto com orientações do extensionista Douglas Pellin, de Itaporã, englobando desde a correção do solo com calcário até o uso de herbicidas pré e pós-emergentes.
Da Lavoura para a Agroindústria Familiar
No que diz respeito à evolução do negócio, a contribuição da mandioca para a subsistência do produtor não se encerra no momento da colheita. Dessa maneira, a extensionista de Ponta Porã, Inês Ortega, ministrou uma palestra estratégica detalhando o passo a passo para a implantação de agroindústrias familiares. Nesse contexto, a especialista orientou os participantes sobre como o processamento artesanal dos alimentos evita o desperdício do excedente e abre novos canais de venda no mercado formal.
Além disso, a regularização de uma agroindústria exige o cumprimento de etapas rigorosas para garantir a segurança dos consumidores. Assim sendo, a Agraer assume a responsabilidade de capitanear todo o processo burocrático e sanitário, estruturando as seguintes fases:
Cadastro Inicial: Registro oficial do produtor e da propriedade no banco de dados da Agraer.
Projeto Técnico: Elaboração da planta baixa e adequação do espaço físico às exigências de localização e alvará sanitário.
Identidade Visual: Orientação técnica sobre rotulagem nutricional e conformidade com as normas de comercialização legal.
O Papel da Parceria na Tecnofam
Em suma, o sucesso das oficinas reforça a relevância da Tecnofam como um ambiente de difusão de tecnologias de baixo custo. Afinal, o evento resulta de um esforço conjunto entre a Embrapa Agropecuária Oeste, a Agraer e diversas instituições parceiras focadas na sustentabilidade do campo. Logo, a feira cumpre com excelência o papel de aproximar a teoria da prática, provando que a mandioca continua sendo uma cultura tradicional, mas com uma capacidade fantástica de gerar emprego, diversificação e desenvolvimento para o interior de Mato Grosso do Sul.












