• 27 março, 2026

CEO do Grupo Fictor é alvo da PF por fraudes contra a Caixa

O sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, tornou-se alvo da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (25).

De acordo com a investigação, o executivo integra, supostamente, um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Além disso, os envolvidos também atuariam em crimes como estelionato e lavagem de dinheiro.

Valores expressivos e posicionamento da empresa

Segundo a Polícia Federal, as fraudes podem ultrapassar R$ 500 milhões. Diante disso, o caso ganhou grande repercussão.

Em nota, o Grupo Fictor informou que, assim que a defesa tiver acesso completo ao processo, prestará esclarecimentos às autoridades. Além disso, confirmou que agentes realizaram busca e apreensão na residência do CEO, onde recolheram apenas o celular.

Ligações com outros casos

Além dessa investigação, o nome da holding também apareceu em outro episódio relevante. Em novembro do ano passado, a empresa anunciou a compra do Banco Master.

Entretanto, no dia anterior ao anúncio, o então proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos.

Posteriormente, o Banco Central do Brasil determinou a liquidação extrajudicial do banco.

Mandados e medidas judiciais

Ao mesmo tempo, a Operação Fallax mobiliza uma grande estrutura. Ao todo, a Justiça Federal de São Paulo autorizou:

  • 43 mandados de busca e apreensão
  • 21 mandados de prisão preventiva

As ações ocorrem em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Além disso, as autoridades determinaram medidas adicionais, como:

  • quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas
  • investigação de 172 empresas
  • bloqueio de bens e ativos financeiros

Nesse sentido, a Justiça fixou o limite de até R$ 47 milhões para o sequestro de bens, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização.

Como funcionava o esquema

As investigações começaram em 2024. Desde então, a Polícia Federal identificou um esquema estruturado de fraudes.

De forma articulada, o grupo cooptava funcionários de instituições financeiras. A partir disso, inseria dados falsos nos sistemas bancários, o que permitia realizar saques e transferências aparentemente legítimos.

Além disso, os envolvidos utilizavam empresas de fachada para movimentar os valores. Posteriormente, convertiam o dinheiro em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento.

Possíveis punições

Por fim, os investigados podem responder por diversos crimes, entre eles:

  • organização criminosa
  • estelionato qualificado
  • lavagem de dinheiro
  • corrupção ativa e passiva
  • crimes contra o sistema financeiro

Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Frase-Chave: Bens de luxo e criptoativos.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram