• 01 julho, 2026

Crime Digital: Polícia Federal deflagra operação contra anúncios falsos que simulavam serviços do governo

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Ad Phishing com o objetivo de aprofundar as investigações sobre a veiculação de anúncios digitais fraudulentos na internet. Dessa maneira, os criminosos utilizavam ilegalmente a imagem do governo federal e de diversas instituições públicas para conferir uma aparência de legitimidade a páginas falsas. Nesse sentido, os agentes buscam desarticular a estrutura financeira de grupos especializados em aplicar golpes virtuais em cidadãos desavisados.

Mandados Judiciais e Uso de Inteligência Artificial

Os policiais federais cumprem, por exemplo, nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal expediu, portanto, as ordens judiciais para coletar provas e confiscar equipamentos eletroeletrônicos. Com efeito, os investigadores descobriram um ecossistema complexo de fraudes tecnológicas durante a fase inicial do inquérito:

  • Volume de Fraudes: Os analistas identificaram 1.770 anúncios fraudulentos vinculados a dezenas de páginas e domínios distintos na rede.

  • Identidade Visual: Os criminosos copiavam elementos visuais associados diretamente ao governo federal e a ministérios oficiais.

  • Uso de Deepfakes: As organizações criminosas manipulavam conteúdos em áudio e vídeo através do uso de ferramentas de inteligência artificial.

Os suspeitos criavam essas campanhas publicitárias em plataformas de busca e redes sociais, além disso, para direcionar as vítimas a falsos portais de renegociação de dívidas ou emissão de documentos. Consequentemente, milhares de internautas efetuavam pagamentos via Pix acreditando que quitavam débitos com órgãos estatais e federais legítimos.

Enquadramento Penal e Próximos Passos

Os investigados responderão inicialmente, por sua vez, pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro. Essa tipificação penal não exclui, todavia, a apuração de outros delitos graves que as equipes identificarem no curso das buscas. Dessa forma, os líderes do esquema enfrentarão acusações adicionais que englobam estelionato qualificado, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O material apreendido hoje passará por uma perícia técnica minuciosa nos laboratórios de informática forense da corporação. Os peritos criminais tentarão, assim sendo, rastrear as carteiras de criptomoedas e as contas bancárias que os golpistas utilizavam para ocultar os valores extraídos das vítimas.

Alerta à População no Ambiente Virtual

A deflagração da Operação Ad Phishing demonstra, em suma, o cerco fechado das autoridades contra o mercado de fraudes patrocinadas na internet. Afinal, o uso de inteligência artificial para simular canais institucionais exige uma resposta rápida e tecnológica da polícia judiciária. Logo, o Ministério da Justiça deve intensificar as campanhas de conscientização nas próximas semanas, alertando a população para que confira sempre o domínio final dos sites governamentais antes de realizar qualquer transação financeira.

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