• 08 junho, 2026

Cultura Carioca: Mostra independente sobre Iemanjá ocupa Biblioteca Parque Estadual até o dia 15

Com o objetivo de celebrar a diversidade cultural e a religiosidade afro-brasileira, a exposição gratuita Saudação a Iemanjá – 3 Tempos ocupa a Biblioteca Parque Estadual, no Rio de Janeiro, até o próximo dia 15 de junho. Dessa maneira, o movimento artístico independente Tabuleta Itinerante promove a atração em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec-RJ). Nesse sentido, os visitantes podem conferir as obras de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, no centro da capital fluminense.

Diversidade de Estilos e Comercialização de Obras

A princípio, a mostra reúne 123 peças criadas por mais de 100 profissionais, alcançando desde artistas plásticos renomados, curadores e galeristas até novos talentos que estreiam no cenário artístico. Portanto, o público encontrará diferentes leituras e linguagens inspiradas na Rainha do Mar, divindade que simboliza o amor maternal e protege os pescadores. Dessa forma, as pinturas em tamanho padrão (40 por 60 centímetros) provocam uma reflexão profunda sobre o sincretismo e a ancestralidade.

  • Acervo Disponível: Todas as 123 telas estão à venda durante o período do evento.

  • Faixa de Preço: Os valores dos quadros variam de R$ 200 a mais de R$ 4 mil, dependendo do autor.

  • Inclusão Social: O projeto abre espaço para criadores periféricos que enfrentam dificuldades para acessar circuitos tradicionais de arte.

Vale ressaltar ainda que o evento movimenta a economia criativa local de forma direta. Consequentemente, a comercialização das obras ajuda a financiar o próprio sustento dos participantes e fomenta o colecionismo acessível na cidade.

A Trajetória do Movimento Tabuleta Itinerante

No que diz respeito à evolução do projeto, a idealizadora e curadora Bianca Branco fundou o movimento Tabuleta Itinerante em 2 de fevereiro de 2024, data que coincide com o Dia de Iemanjá. Dessa maneira, a primeira edição reuniu apenas 15 artistas na Praia do Arpoador, em Ipanema. Nesse contexto, Bianca gerencia as mostras de forma totalmente autônoma, sem patrocínios governamentais ou cobrança de taxas dos participantes, impulsionando a iniciativa de maneira independente há dois anos.

Além disso, o coletivo já realizou 15 exposições com temáticas variadas, incluindo uma temporada bem-sucedida no Parque Glória Maria, em Santa Teresa, que exibiu mais de 150 peças entre março e abril deste ano. Assim sendo, a curadora utiliza sua experiência em ateliês abertos para quebrar o isolamento de galerias fechadas e projetar nomes antes desconhecidos no mercado fluminense.

Compromisso com a Identidade Fluminense

Em suma, a ocupação de um prédio público por uma mostra independente representa um avanço na democratização da arte no Rio de Janeiro. Afinal, a secretária estadual de Cultura, Danielle Barros, destaca que acolher a exposição na Biblioteca Parque Estadual reforça o compromisso do Estado com as diferentes manifestações que compõem a identidade do povo. Logo, a Saudação a Iemanjá consolida o papel do espaço público como um polo de acolhimento, respeito religioso e visibilidade para a arte popular.

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