
Defesa Civil reconhece situação de emergência em seis cidades do Acre após inundações
Com o objetivo de socorrer as populações atingidas pelas cheias, a Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu, nesta terça-feira (14), situação de emergência em seis municípios do Acre. Dessa maneira, a Portaria n° 1.188, publicada no Diário Oficial da União, oficializa o estado de crise em comunidades que sofrem com as fortes chuvas registradas desde o início do mês. Nesse sentido, o cenário é alarmante, uma vez que as inundações já afetaram cerca de 40 mil pessoas em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas.
Municípios em alerta e dados pluviométricos
A princípio, a medida contempla as cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá. De acordo com os dados levantados pelo governo estadual, o volume de chuva nos primeiros dias de abril foi expressivo, atingindo acumulados de até 280 milímetros em determinadas regiões. Consequentemente, os principais rios do estado ultrapassaram as cotas de transbordamento, agravando a situação das famílias locais.
No que diz respeito aos níveis fluviais, os destaques negativos são:
Cruzeiro do Sul: O rio atingiu 14,06 metros, superando consideravelmente a cota de 13 metros.
Feijó: As águas chegaram à marca de 12,34 metros, inundando áreas residenciais.
Impactos sociais e infraestrutura
Além disso, o governo do Acre considera o cenário atual como de “total atenção”. Dessa forma, o estado contabiliza um número crescente de famílias desalojadas e desabrigadas, além de registrar prejuízos severos na infraestrutura urbana e na mobilidade. Vale ressaltar ainda que a agricultura de subsistência, base econômica de muitas comunidades afetadas, sofreu danos significativos que podem comprometer o abastecimento local.
Solicitação de ajuda federal
Quanto à assistência financeira, o reconhecimento federal permite que as prefeituras solicitem recursos diretamente ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Para que o repasse ocorra, os municípios devem enviar seus planos de trabalho por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Assim sendo, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avaliará as metas e os valores necessários para as ações de socorro e reconstrução.
Em suma, a união entre os entes federativos é fundamental para mitigar o sofrimento das famílias acreanas. Afinal, com os recursos liberados, será possível agilizar a logística de abrigo e a recuperação das vias de acesso nas regiões mais isoladas pelo Rio Juruá e seus afluentes.












