• 28 março, 2026

Dia do Pantanal debate financiamento ambiental durante a COP15

O Dia do Pantanal reuniu, ao longo do segundo dia da COP15 CMS, autoridades, especialistas, pesquisadores, ambientalistas e representantes do setor produtivo em Campo Grande.

O encontro ocorreu na Sala Campo Grande, dentro da Blue Zone do evento. Nesse contexto, o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, participou da abertura e destacou a relevância do tema.

Preservação aliada à inovação

Logo na abertura, Verruck reforçou que o Pantanal possui uma característica singular. Afinal, trata-se de um bioma concentrado em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Além disso, o secretário ressaltou que a preservação ambiental precisa caminhar junto com tecnologia e inovação. Dessa forma, segundo ele, o debate ganha ainda mais importância dentro da conferência internacional.

Avanços com a Lei do Pantanal

Na sequência, Verruck destacou que a Lei do Pantanal representou um marco na conservação do bioma.

Segundo ele, a legislação trouxe avanços concretos, como:

  • criação de corredores ecológicos
  • definição de percentuais de preservação
  • organização do uso do território

Consequentemente, a lei passou a funcionar como instrumento de mediação de conflitos entre conservação e produção.

Painéis discutem ciência, governança e financiamento

Ao longo do evento, o painel “Pantanal em Movimento – Ciência, Governança e Financiamento” estruturou os debates em três eixos principais:

  • ciência para espécies migratórias
  • governança da paisagem
  • financiamento de longo prazo

Nesse sentido, especialistas discutiram soluções práticas para fortalecer políticas ambientais no bioma.

Desafio do financiamento sustentável

Durante o painel sobre financiamento, representantes do governo e de instituições ambientais discutiram a necessidade de recursos contínuos.

A secretária executiva adjunta do Ministério do Meio Ambiente, Anna Flávia Sena, destacou que políticas ambientais exigem financiamento sustentável ao longo do tempo.

Além disso, ela ressaltou a importância de modelos de governança eficientes, capazes de garantir que os recursos cheguem, de fato, às áreas que precisam de preservação.

Papel da iniciativa privada

Por outro lado, o secretário adjunto Artur Falcette apresentou o Fundo Clima Pantanal como instrumento estratégico.

Segundo ele, o mecanismo surgiu, inicialmente, como ferramenta de negociação com o setor produtivo. Além disso, possibilitou avanços importantes durante a construção da Lei do Pantanal.

Ainda assim, Falcette destacou que, considerando que 97% do território pantaneiro pertence à iniciativa privada, a participação dos produtores torna-se essencial.

Nesse contexto, o Pagamento por Serviços Ambientais se apresenta como solução relevante. Isso porque remunera proprietários que preservam a vegetação nativa.

Limites do financiamento público

Apesar dos avanços, o secretário adjunto alertou que os recursos públicos, isoladamente, não garantem a preservação em larga escala.

Por isso, ele defendeu maior engajamento da iniciativa privada. Dessa forma, programas ambientais podem ganhar escala e sustentabilidade financeira.

Inclusão social como prioridade

Por fim, Falcette reforçou que políticas ambientais precisam incluir comunidades tradicionais.

Segundo ele, não faz sentido discutir conservação sem considerar geração de renda, proteção da vida e valorização social.

Assim, o debate sobre o Pantanal durante a COP15 reforça que preservar o meio ambiente exige, ao mesmo tempo, integração entre ciência, economia e inclusão social.

Frase-Chave: Proteção da vida.

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