
Economia: Setor de serviços cresce 1,2% em abril e quebra jejum de seis meses sem alta
Com o objetivo de recuperar as perdas recentes e sinalizar fôlego na atividade econômica, o setor de serviços cresceu 1,2% na passagem de março para abril de 2026. Dessa maneira, o resultado interrompe uma sequência negativa e marca a primeira alta do segmento em um intervalo de seis meses. Nesse sentido, o indicador reverte o recuo de 1,1% registrado no mês anterior e consolida uma expansão de 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses.
Desempenho Recente e Análise Técnica
A princípio, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Serviços, acendem um sinal de otimismo moderado no mercado. Portanto, este avanço de abril representa a maior variação positiva desde outubro de 2024. Dessa forma, o setor retorna ao mesmo patamar de fechamento do ano passado, embora os técnicos evitem decretar uma tendência definitiva de alta:
Nível Elevado: O segmento opera atualmente apenas 0,3% abaixo do topo histórico da série, alcançado em outubro de 2025.
Oscilação Mensal: O mercado vinha de perdas consecutivas, registrando -0,1% em novembro, -0,3% em dezembro e estabilidade (0%) no primeiro bimestre deste ano.
Indefinição: O analista do IBGE Rodrigo Lobo destaca que os serviços mantêm estabilidade no topo, mas ainda carecem de uma trajetória linear ascendente ou descendente.
Vale ressaltar ainda que a pesquisa acompanha de perto a evolução de 166 tipos de serviços no país. Consequentemente, para melhor compreensão do mercado, os pesquisadores dividem esses dados em cinco grandes grupos de atividades econômicas.
O Peso dos Transportes e a Queda nas Passagens Aéreas
No que diz respeito às atividades que puxaram o índice para cima, todos os cinco grandes grupos ficaram no campo positivo em abril. Dessa maneira, a maior influência positiva partiu do segmento de transportes, armazenagem e correios, que avançou 0,9%. Nesse contexto, o transporte aéreo de passageiros exerceu um papel decisivo ao registrar uma forte alta de 7%:
Transportes e Correios: Crescimento de 0,9% (representa o maior peso do setor, com 36,4% de participação).
Serviços Prestados às Famílias: Expansão de 1,4% impulsionada por bares, restaurantes e salões de beleza.
Outros Serviços: Salto expressivo de 2,2% no período.
Informação e Comunicação: Incremento de 0,5% nas atividades de TI e internet.
Serviços Profissionais e Administrativos: Alta discreta de 0,4%.
Além disso, a deflação em subitens cruciais do IPCA explica o bom desempenho do setor aéreo no mês de abril. Assim sendo, após os preços das passagens subirem 18,4% no bimestre anterior, o custo dos bilhetes registrou uma queda expressiva de 14,45%, estimulando o volume de viagens.
Turismo em Ritmo de Recuperação
Por conseguinte, o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) acompanhou a tendência positiva e disparou 4,1% na comparação mensal. Afinal, o indicador, que engloba 22 atividades como hotelaria e agências de viagens, acumula uma alta de 2,7% em 12 meses. Logo, os números colocam o turismo nacional 11,2% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 e muito próximo do recorde histórico alcançado no final de 2024.












