• 11 maio, 2026

Economia Verde: Turismo em parques nacionais bate recorde e injeta R$ 20 bilhões no PIB

Com o objetivo de mensurar o impacto das áreas protegidas no desenvolvimento do país, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou dados impressionantes sobre o setor em 2025. Dessa maneira, o turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas e sustentou mais de 332 mil postos de trabalho. Nesse sentido, os números comprovam que a preservação ambiental, longe de ser um entrave, atua como um motor econômico robusto e sustentável para o Brasil.

O Retorno do Investimento em Conservação

A princípio, o estudo revela uma eficiência financeira surpreendente no manejo dessas áreas. Portanto, para cada R$ 1 investido no ICMBio, o país recebe R$ 16 em valor agregado ao PIB. Dessa forma, a arrecadação tributária gerada pela atividade turística superou os R$ 3 bilhões, o que representa o dobro do orçamento total do próprio órgão gestor. Nesse contexto, os principais fatores que impulsionaram esse crescimento foram:

  • Infraestrutura: Investimentos em serviços e melhoria no monitoramento da visitação.

  • Expansão: Criação e ampliação de 20 novas unidades desde 2023.

  • Mudança de Hábito: Maior valorização de ambientes naturais no período pós-pandemia.

Vale ressaltar ainda que as 175 unidades abertas ao público registraram 28,5 milhões de visitas, estabelecendo a maior marca desde o início da série histórica em 2000. Consequentemente, o Brasil consolida sua posição como um destino de referência global para o ecoturismo.

Destinos Mais Procurados em 2025

No que diz respeito à preferência dos viajantes, os parques nacionais continuam sendo os grandes protagonistas do setor. Dessa maneira, algumas unidades se destacaram pelo volume massivo de visitantes e pela diversificação de suas atividades:

  1. Parque Nacional da Tijuca (RJ): Líder absoluto com 4,9 milhões de visitas, abrigando ícones como o Cristo Redentor.

  2. Parque Nacional do Iguaçu (PR): Recebeu 2,2 milhões de pessoas, expandindo sua oferta com astroturismo e passeios noturnos.

  3. Parque Nacional de Jericoacoara (CE): Alcançou 1,3 milhão de visitantes, firmando-se como polo para esportes de vento.

Além disso, áreas como a APA da Baleia Franca (SC) e o Monumento Natural do Rio São Francisco (BA/SE) também apresentaram números expressivos. Assim sendo, a diversidade de biomas e atrações garante que o benefício econômico se espalhe por diferentes regiões do território nacional.

Desafios e Sustentabilidade

Quanto aos próximos passos, o crescimento acelerado da visitação traz consigo novos desafios de gestão. Por conseguinte, o ICMBio enfatiza a necessidade de equilibrar o uso público com a preservação rigorosa dos ecossistemas. Dessa forma, fortalecer a educação ambiental e aprimorar a infraestrutura de apoio são metas prioritárias para garantir que o turismo não degrade o patrimônio que o sustenta.

Em suma, os dados de 2025 demonstram que as Unidades de Conservação são ativos estratégicos para a economia brasileira. Afinal, elas protegem a biodiversidade e regulam o clima, ao mesmo tempo em que geram emprego, renda e saúde para a população. Logo, investir na conservação da natureza é, acima de tudo, um investimento direto no futuro e na qualidade de vida de todos os brasileiros.

Frase-Chave: Impacto econômico.

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