• 26 abril, 2026

Judiciário: STF forma maioria para manter a prisão do ex-presidente do BRB

Com o objetivo de validar a continuidade das investigações sobre corrupção bancária, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão de Paulo Henrique Costa. Dessa maneira, os ministros referendaram a decisão individual de André Mendonça, que havia determinado a detenção do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB). Nesse sentido, o julgamento virtual reafirma o rigor da Corte diante das denúncias de fraudes financeiras envolvendo instituições públicas e privadas.

Placar e Detalhes do Julgamento Virtual

A princípio, o placar da votação registra 3 votos a 0, contando com o apoio dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques ao relator. Portanto, restando apenas o voto de Gilmar Mendes para encerrar a pauta, a maioria já está consolidada antes do fechamento do sistema, previsto para as 23h59 de hoje. Dessa forma, a justiça mantém o ex-gestor sob custódia, impedindo que possíveis influências políticas ou econômicas comprometam a coleta de provas no Distrito Federal.

Vale ressaltar ainda que a prisão ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance, deflagrada pela Polícia Federal em 16 de abril. Consequentemente, os investigadores apuram suspeitas de que Costa teria articulado o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. Assim sendo, o esquema envolveria a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, com o pagamento ilegal sendo camuflado por meio de transações imobiliárias de alto valor.

Suspeição e Desdobramentos Políticos

No que diz respeito à composição do julgamento, o ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participará da decisão. Dessa maneira, o magistrado afastou-se do caso após a PF identificar mensagens em que seu nome aparece no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, também investigado na operação. Nesse contexto, a relação comercial entre um fundo ligado ao Banco Master e um empreendimento turístico do qual Toffoli é sócio motivou o seu afastamento da relatoria do inquérito ainda em fevereiro.

Além disso, a Polícia Federal continua analisando o conteúdo dos aparelhos apreendidos para identificar outros possíveis beneficiários do esquema. Assim:

  • Investigação: Foca na tentativa de compra de uma instituição privada por um banco público.

  • Provas: Baseiam-se em mensagens e registros de transações imobiliárias suspeitas.

  • Próximos Passos: Aguarda-se o encerramento formal do julgamento no STF e o avanço das oitivas.

Em suma, a decisão da Segunda Turma do STF sinaliza um apoio institucional importante ao trabalho das autoridades policiais e do Ministério Público. Afinal, o volume de propina investigado e a importância estratégica do BRB exigem uma resposta rápida e rigorosa do Judiciário. Logo, a manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa garante que a Operação Compliance siga desarticulando redes de corrupção que drenam recursos públicos no coração da capital federal.

Frase-Chave: Prisão de Paulo Henrique.

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