• 05 abril, 2026

Mato Grosso do Sul avança na energia renovável com implantação de planta de biometano

Mato Grosso do Sul dá, mais uma vez, um passo estratégico na transição energética e, ao mesmo tempo, reforça sua posição como referência nacional no setor. Isso porque o Estado avança com a implantação da primeira planta de biometano da Atvos, localizada em Nova Alvorada do Sul.

O projeto, que soma investimentos superiores a R$ 350 milhões, marca, portanto, uma nova fase na diversificação da matriz energética sul-mato-grossense.

Projeto ganha destaque durante evento do setor

Durante a Expocanas, considerada a principal vitrine tecnológica do setor no Estado, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do secretário Jaime Verruck, visitou a unidade industrial.

Na ocasião, além de acompanhar o andamento das obras, a comitiva também observou o início das etapas operacionais do empreendimento, o que reforça o avanço concreto do projeto.

Produção sustentável e economia circular

A planta terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra. Para isso, utilizará subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro.

Dessa forma, além de reduzir impactos ambientais, o projeto fortalece o conceito de economia circular, uma vez que reaproveita resíduos da produção.

Consequentemente, essa operação permitirá a substituição de aproximadamente 25 milhões de litros de diesel por ano, contribuindo diretamente para a redução das emissões.

Estratégia alinhada à descarbonização

Segundo o governador Eduardo Riedel, o investimento está diretamente conectado à estratégia estadual de desenvolvimento sustentável.

“Esse projeto reforça o protagonismo do Estado na transição energética, ao mesmo tempo em que agrega valor à produção e impulsiona o desenvolvimento regional”, destacou.

Da mesma forma, o secretário Jaime Verruck ressaltou que o avanço do biometano não é isolado, mas sim parte de uma política estruturada.

“O Estado construiu uma estratégia consistente de bioenergia. Nesse contexto, o biometano surge como solução estratégica, pois amplia a competitividade, reduz emissões e fortalece a meta de carbono neutro”, afirmou.

Impacto logístico e operacional

Além dos benefícios ambientais, o projeto também traz ganhos operacionais relevantes.

Inicialmente, o biometano será utilizado para abastecer a própria frota da empresa. Assim, a expectativa é substituir, gradualmente, o diesel nas operações.

A meta, inclusive, é converter ao menos 50% do consumo das unidades Eldorado, Santa Luzia e Conquista do Pontal para o uso de gás renovável.

Nesse sentido, a iniciativa representa não apenas inovação tecnológica, mas também eficiência logística.

Inovação e redução de emissões

Paralelamente, a Atvos já iniciou testes com caminhões movidos a biogás e firmou parceria com a Scania para renovação da frota.

Com isso, a substituição do diesel pode reduzir entre 40 mil e 50 mil toneladas de CO₂ por ano, o que reforça o impacto ambiental positivo da iniciativa.

Além disso, há previsão de expansão. Nos próximos anos, a empresa poderá implantar até sete novas unidades no país.

Caso isso se concretize, a produção pode chegar a 137 milhões de metros cúbicos por safra, reduzindo, inclusive, até 88,3% das emissões associadas ao diesel.

Expansão da bioenergia e impacto regional

Por outro lado, o projeto também abre possibilidades para o futuro. Parte da produção poderá, eventualmente, atender municípios da região.

Assim, além de fortalecer a política de descarbonização, a iniciativa contribui diretamente para a meta de Mato Grosso do Sul de se tornar carbono neutro até 2030.

Atualmente, o Estado já se destaca como um dos principais polos de bioenergia do país, com crescimento expressivo do etanol de milho e da cogeração a partir da biomassa.

Geração de empregos e fortalecimento econômico

Hoje, a Atvos opera três unidades industriais em Mato Grosso do Sul — em Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Costa Rica — gerando mais de 11 mil empregos diretos e indiretos.

Dessa maneira, além de avançar na sustentabilidade, o projeto também fortalece a economia regional e amplia oportunidades.

Um novo eixo de desenvolvimento

Em síntese, a implantação da planta de biometano representa muito mais do que um investimento industrial.

Na prática, trata-se de um novo eixo de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, que combina inovação, sustentabilidade e geração de renda.

Portanto, ao integrar tecnologia, bioenergia e planejamento estratégico, o Estado consolida, de forma consistente, seu papel de liderança na transição energética no Brasil.

Frase-Chave: Principais polos de bioenergia.

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