
Mercado de Trabalho: Desemprego fica em 5,8% em abril e mantém trajetória de queda anual
Com o objetivo de monitorar a evolução da força de trabalho no país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira, os resultados da PNAD Contínua. Dessa maneira, os dados revelam que a taxa de desemprego fixou-se em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Nesse sentido, embora o índice apresente uma ligeira alta de 0,4 ponto percentual em relação ao início do ano, o cenário geral aponta um recuo expressivo de 0,8 ponto percentual quando comparado ao mesmo período de 2025.
O Impacto da Sazonalidade no Trimestre
A princípio, o atual patamar de 5,8% significa que 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram colocação. Portanto, esse contingente representa um acréscimo de 471 mil desocupados em relação ao mês anterior. Dessa forma, a coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, explica que esse movimento reflete o comportamento sazonal do comércio e dos serviços, que tradicionalmente dispensam trabalhadores após as festas de fim de ano:
População Ocupada: O país contabiliza 102,3 milhões de trabalhadores, registrando uma leve queda de 0,3% no trimestre.
Comparativo Anual: Apesar da oscilação recente, o mercado gerou mais 1,07 milhão de postos de trabalho frente a abril de 2025.
Nível de Ocupação: O percentual de pessoas em idade ativa que estão trabalhando atingiu 58,4% da população.
Vale ressaltar ainda que a subutilização da força de trabalho — que engloba aqueles que poderiam trabalhar mais horas — permaneceu estável em 13,8%. Consequentemente, o contingente total de subutilizados caiu para 15,7 milhões, o que representa uma redução substancial de 2 milhões de pessoas no confronto anual.
Rendimento Recorde e Queda na Informalidade
No que diz respeito à remuneração do trabalhador brasileiro, o cenário macroeconômico traz uma excelente notícia. Dessa maneira, o rendimento real habitual manteve-se no patamar recorde de R$ 3.732, sustentando o poder de compra das famílias. Nesse contexto, a qualidade das vagas geradas também mostra sinais de evolução estrutural:
Além disso, a taxa de informalidade recuou para 37,2% da população ocupada, englobando 38,1 milhões de trabalhadores. Assim sendo, o indicador demonstra melhoria tanto em relação ao trimestre encerrado em janeiro quanto na comparação com os 38% registrados no ano passado.
Sustentação da Renda
Em suma, o aumento pontual da desocupação neste trimestre não anula o bom momento do mercado de trabalho brasileiro. Afinal, a série histórica demonstra que a geração de emprego e renda segue sustentada, mesmo diante dos ajustes naturais de início de ano. Logo, a expectativa para os próximos meses de 2026 aponta para uma estabilização das vagas formais, impulsionada pelo rendimento médio elevado e pela contração consistente da desocupação no longo prazo.












