
Mobilização integrada reforça combate às arboviroses em territórios indígenas de MS
O Governo de Mato Grosso do Sul intensificou, nos últimos dias, o enfrentamento às arboviroses em territórios indígenas de Dourados e Itaporã.
Além disso, o Estado alinhou estratégias com o Ministério da Saúde do Brasil e mobilizou instituições, equipes técnicas e lideranças locais. Dessa forma, a gestão estadual busca conter o avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti com rapidez e eficiência.
Casos aumentam e pressionam sistema de saúde
Os dados epidemiológicos mostram crescimento expressivo dos casos de arboviroses, principalmente de chikungunya, em 2026. Em Dourados, por exemplo, o vírus já circula dentro das aldeias.
Atualmente, o cenário apresenta:
150 casos confirmados
outros casos em investigação
três óbitos registrados
Além disso, a estrutura de saúde enfrenta pressão crescente. A região atende mais de 21 mil indígenas com apenas 4 unidades básicas e 6 equipes.
Mutirão atua diretamente no foco do problema
Diante desse cenário, as equipes realizaram um mutirão entre os dias 9 e 11 de março nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Ao todo, cerca de 100 profissionais participaram da ação e executaram:
vistoria em 2.355 imóveis
tratamento em 1.156 imóveis
identificação de 589 focos do mosquito
eliminação de criadouros, principalmente em caixas d’água, pneus e lixo
borrifação em 43 imóveis
aplicação de inseticidas e instalação de ovitrampas
Além disso, a ação contou com:
77 agentes de endemias
20 agentes de saúde indígena
As equipes atuaram diretamente nas residências, eliminaram focos e ampliaram o controle vetorial na região.
Estado lidera articulação entre instituições
A operação reuniu diferentes órgãos e fortaleceu a atuação conjunta. Participaram da mobilização:
Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul
Secretaria Especial de Saúde Indígena
Distrito Sanitário Especial Indígena
Força Nacional do SUS
Hospital Universitário da UFGD
Além disso, secretarias municipais e lideranças indígenas participaram ativamente das ações.
Resposta exige ação imediata e coordenada
A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, reforçou a urgência das medidas.
“Precisamos garantir atendimento e, ao mesmo tempo, agir rápido no controle do mosquito.”
Ela destacou que o Estado atua de forma direta, apoia os municípios e coordena ações com o Governo Federal.
Próximas ações já estão em andamento
O Governo do Estado já organiza novas frentes de atuação para as próximas semanas.
Entre as prioridades estão:
eliminar criadouros do mosquito
reforçar o atendimento nas aldeias
ampliar ações de prevenção
manter mutirões contínuos
Além disso, o Estado seguirá monitorando os indicadores epidemiológicos e ajustando as estratégias conforme a evolução do cenário.
Combate depende também da população
Por fim, o enfrentamento às arboviroses exige participação coletiva. Ou seja, a população também precisa agir.
Assim, atitudes simples fazem diferença:
eliminar água parada
descartar lixo corretamente
manter caixas d’água fechadas
Consequentemente, a união entre governo, instituições e comunidades será decisiva para controlar a situação.
Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde de MS.












