
Prevenção: Governo de MS utiliza queima prescrita para proteger o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema
Com o objetivo de evitar incêndios florestais de grandes proporções, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul realizou uma operação de queima prescrita no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (Pevri). Dessa maneira, a atividade faz parte da estratégia de Manejo Integrado do Fogo (MIF), que reduz riscos ambientais e prepara as equipes para emergências. Nesse sentido, o uso controlado do fogo é uma ferramenta essencial para o controle da biomassa acumulada, impedindo que o excesso de vegetação seca se torne combustível para desastres durante a estiagem.
Planejamento Estratégico e Tecnologia
A princípio, o Governo do Estado intensificou as ações preventivas devido à influência do fenômeno climático El Niño. Portanto, como o fenômeno deve elevar as temperaturas durante o inverno de 2026 e provocar chuvas irregulares, o risco de incêndios nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal aumentou consideravelmente. Dessa forma, a operação no Pevri contou com suporte tecnológico avançado para garantir a máxima segurança:
Geotecnologia: Mapeamento detalhado da área antes do início das atividades.
Drones e Câmeras Térmicas: Monitoramento contínuo, inclusive noturno, para identificar a presença de fauna e o comportamento do calor.
Controle Climático: A queima ocorreu em horários de temperatura monitorada, permitindo que o aumento da umidade noturna extinguisse as chamas naturalmente.
Vale ressaltar ainda que o trabalho, realizado entre 1º e 4 de maio, envolveu uma força-tarefa entre bombeiros militares e técnicos do Imasul. Consequentemente, a ação protegeu os 73,3 mil hectares da unidade de conservação localizada entre os municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí.
Benefícios do Manejo Integrado do Fogo (MIF)
No que diz respeito à conservação ambiental, a queima prescrita não apenas previne incêndios severos, mas também favorece o equilíbrio do ecossistema. Dessa maneira, o manejo auxilia na eliminação de espécies exóticas e estimula a regeneração da vegetação nativa da Mata Atlântica. Nesse contexto, a técnica apresenta vantagens claras:
Proteção da Fauna: A queima lenta e de baixa intensidade permite que os animais fujam para áreas seguras.
Mitigação de Danos: Reduz a severidade de possíveis fogos acidentais no período crítico de seca.
Preservação de Matas Nativas: Cria barreiras de proteção para áreas de floresta mais sensíveis ao calor intenso.
Além disso, especialistas reforçam que a ausência desse manejo poderia resultar em tragédias similares às de 2024, quando o acúmulo de material combustível gerou incêndios incontroláveis. Assim sendo, a prática antecipada e tecnicamente planejada é a forma mais eficaz de proteger a biodiversidade sul-mato-grossense.
Um Modelo de Gestão Ambiental
Em suma, Mato Grosso do Sul consolida um modelo de gestão preventiva que se estende por todos os seus biomas. Afinal, o sucesso da operação inédita no Pantanal no ano passado serviu de base para as ações atuais no Vale do Ivinhema. Logo, o investimento em planejamento e resposta ágil assegura que o patrimônio natural do Estado permaneça protegido, mitigando prejuízos para a fauna, a flora e as propriedades rurais da região.












