• 08 junho, 2026

Segurança Máxima: DNA coletado em presídios amplia investigações e fortalece banco genético de MS

Com o objetivo de solucionar crimes antigos e mapear o perfil da criminalidade no Estado, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul inseriu 486 novos perfis no banco estadual de DNA. Dessa maneira, a instituição fortalece as investigações criminais na região, uma vez que as novas amostras elevam as chances de identificar criminosos por meio de vestígios biológicos deixados em cenas de crime. Nesse sentido, os peritos realizaram o recolhimento do material genético em duas etapas estratégicas dentro do Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande.

Mutirões na Gameleira e Metas de Gestão

A princípio, a equipe do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) coordenou a última fase dos trabalhos na Penitenciária Gameleira I, onde obteve 186 amostras genéticas na última semana. Portanto, essa ação soma-se ao mutirão anterior, que ocorreu na unidade Gameleira II e garantiu outros 300 perfis para a base de dados. Dessa forma, as atividades cumprem as metas do Contrato de Gestão 2026 que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) firmou com o Governo do Estado.

  • Parceria Estratégica: O IALF executa os exames laboratoriais enquanto a Polícia Penal garante a segurança interna e a triagem dos internos.

  • Cruzamento Nacional: Os peritos inserem os dados validados tanto no banco estadual quanto na rede nacional de perfis genéticos.

  • Conexão de Crimes: O sistema compara as informações para descobrir se o mesmo suspeito atuou em diferentes ocorrências sem autoria definida.

Vale ressaltar ainda que o crescimento da base de dados otimiza o trabalho da polícia técnica. Consequentemente, a diretora do IALF, Josemirtes Prado da Silva, esclarece que um volume maior de cadastros de condenados aumenta a probabilidade de o sistema apontar coincidências com provas coletadas nas ruas, transformando vestígios esquecidos em provas judiciais robustas.

Estatísticas da Rede e Casos Solucionados

No que diz respeito aos números oficiais, Mato Grosso do Sul já contabilizava 5.471 perfis cadastrados no início de maio de 2026. Dessa maneira, a maior parte do acervo pertence a condenados (4.081), enquanto 918 registros vêm de materiais biológicos recolhidos em investigações de campo. Nesse contexto, a eficiência da tecnologia genética no Estado consolida-se por meio de indicadores claros:

  1. Apoio Investigativo: A rede integrada já auxiliou diretamente 88 investigações criminais em MS.

  2. Coincidências Confirmadas: Os peritos registraram 59 cruzamentos positivos de dados (matches genéticos).

  3. Casos Recentes: Um mutirão anterior permitiu que a polícia identificasse o autor de um crime cuja autoria permanecia um mistério para os investigadores.

Além disso, as novas diretrizes da legislação federal impulsionam este avanço tecnológico. Assim sendo, a recente Lei nº 15.295/2025 expandiu a obrigatoriedade da coleta para todos os condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente do tipo de delito cometido. Anteriormente, o procedimento limitava-se apenas a crimes hediondos, agressões graves ou crimes sexuais.

Expansão para o Interior de MS

Em suma, o fortalecimento do Banco de Perfis Genéticos representa um marco para a justiça e para a segurança pública sul-mato-grossense. Afinal, a ciência forense moderna reduz a impunidade ao fornecer provas técnicas incontestáveis para os magistrados. Logo, a Sejusp planeja estender esses mutirões de coleta para os estabelecimentos penais do interior do Estado nos próximos meses, ampliando a blindagem contra o crime em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

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