• 19 maio, 2026

Turismo Inclusivo: Fundtur-MS lança guia de afroturismo para valorizar cultura negra e territórios quilombolas

Com o objetivo de diversificar a oferta turística e valorizar a herança cultural negra, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (FundturMS) lançou o guia inédito “Isto é Mato Grosso do Sul: Afroturismo”. Dessa maneira, o material veio a público em Campo Grande durante o evento MS sem Racismo, realizado pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial (SubRacial) em alusão à semana do 13 de maio. Nesse sentido, o projeto une sustentabilidade, história e geração de renda em uma iniciativa que reposiciona o estado no cenário do turismo consciente.

Roteiros, Identidade e Afroempreendedorismo

A princípio, o guia — desenvolvido em parceria com o Sebrae/MS e com a consultoria especializada do Guia Negro — reúne roteiros práticos, gastronomia típica, artesanato e manifestações culturais. Portanto, o conteúdo funciona como uma vitrine para os afroempreendimentos locais e para a história viva do estado. Dessa forma, a publicação estrutura a visitação com base na realidade das comunidades tradicionais:

  • Mapeamento Quilombola: Mato Grosso do Sul possui atualmente 22 comunidades quilombolas reconhecidas.

  • Fase Inicial: Das comunidades identificadas, oito já integram formalmente esta primeira edição do guia turístico.

  • Geração de Renda: A rota turística projeta pequenos negócios locais para o mercado, estimulando a autonomia financeira dos territórios.

Vale ressaltar ainda que o diretor-presidente da FundturMS, Bruno Wendling, apontou a organização desses roteiros como um passo decisivo para transformar o potencial cultural sul-mato-grossense em produtos turísticos consolidados. Consequentemente, as comunidades passam a contar com ferramentas estruturadas para receber viajantes do mundo inteiro.

Direcionamento Estratégico em Três Eixos

No que diz respeito ao planejamento de longo prazo, o evento não se limitou ao lançamento do livreto, mas serviu também para apresentar o Direcionamento Estratégico para o Afroturismo. Dessa maneira, as instituições envolvidas desenharam metas claras para consolidar o segmento como política pública duradoura. Nesse contexto, as ações dividem-se em três pilares fundamentais:

  1. Governança e Estruturação: Fortalecimento institucional e criação de comitês representativos com as comunidades.

  2. Qualificação da Oferta: Treinamento de condutores locais e melhoria da infraestrutura receptiva nos quilombos.

  3. Comercialização e Promoção: Inserção dos destinos em feiras de turismo nacionais e internacionais.

Além disso, para o diretor de Desenvolvimento do Turismo da FundturMS, Geancarlos Merighi, essa articulação integrada cria uma base sólida que protege a identidade cultural enquanto gera riqueza local. Assim sendo, o afroturismo assume o papel de motor de desenvolvimento social para o interior do estado.

Documentário Pantanal Negro e Conclusão

Por fim, a programação cultural ganhou o reforço do teaser do documentário “Pantanal Negro”, idealizado por Thayná Cambará (Bela Oyá Pantanal). Por conseguinte, a produção audiovisual joga luz sobre a invisibilidade histórica da população negra na construção da identidade pantaneira.

Em suma, o conjunto de ações apresentadas pela FundturMS na última semana marca uma transição importante para o turismo do estado. Afinal, o viajante contemporâneo busca cada vez mais experiências autênticas e de impacto social positivo. Logo, ao estruturar o afroturismo, Mato Grosso do Sul não apenas resgata sua própria história, mas também constrói um modelo de negócios sustentável, inclusivo e profundamente conectado com suas raízes.

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