• 13 maio, 2026

Vigilância Sanitária: Anvisa apreende canetas emagrecedoras clandestinas e lotes irregulares

Com o objetivo de proteger a saúde da população e coibir a venda de substâncias perigosas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta semana, a apreensão de diversos produtos emagrecedores sem identificação. Dessa maneira, itens comercializados sob os nomes Ozempic Power, Mounjmax, Maxtwo + 3D Slim e Maxtwo Detox foram retirados de circulação imediatamente. Nesse sentido, a medida proíbe de forma rigorosa a comercialização, distribuição, fabricação e até mesmo o uso desses produtos em todo o território nacional.

Produtos de Origem Desconhecida e Riscos à Saúde

A princípio, a ação da agência reguladora foi motivada pela identificação de anúncios de venda de produtos que não possuem qualquer registro, notificação ou cadastro oficial. Portanto, por serem fabricados por empresas desconhecidas, não há qualquer garantia sobre a composição ou segurança dessas substâncias. Dessa forma, a Anvisa reforça os riscos de consumir produtos clandestinos, destacando os seguintes pontos:

  • Falta de Registro: Os itens não passaram pelos testes de eficácia e segurança exigidos pela legislação brasileira.

  • Fabricante Oculto: A ausência de identificação do fabricante impede a responsabilização sanitária e técnica.

  • Propaganda Irregular: A proibição estende-se à divulgação e exportação, visando barrar o alcance dessas promessas de emagrecimento rápido.

Vale ressaltar ainda que a determinação já foi publicada no Diário Oficial da União. Consequentemente, qualquer estabelecimento que insistir na venda desses itens estará sujeito a penalidades severas, incluindo multas e interdições.

Irregularidades em Lotes de Mounjaro Kwikpen

No que diz respeito ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, a Anvisa também emitiu um alerta específico sobre lotes irregulares do medicamento Mounjaro Kwikpen. Dessa maneira, os lotes D830169 e D830169D estão terminantemente proibidos de serem armazenados, transportados ou utilizados. Nesse contexto, a agência identificou que o produto circulava no mercado com as seguintes falhas graves:

  1. Rotulagem Inadequada: O produto apresentava rótulos apenas em inglês, o que fere as normas nacionais de informação ao consumidor.

  2. Origem Não Comprovada: Não houve comprovação de registro na Anvisa para os itens destes lotes específicos.

  3. Transporte Irregular: A circulação ocorria em total desacordo com a legislação sanitária, o que compromete a integridade do medicamento injetável.

Além disso, a Anvisa orienta que pacientes e profissionais de saúde verifiquem cuidadosamente as embalagens antes da aplicação. Assim sendo, caso identifiquem os lotes citados, a recomendação é interromper o uso e notificar imediatamente os órgãos de vigilância local.

Alerta ao Consumidor

Em suma, a ofensiva da Anvisa contra medicamentos clandestinos busca evitar danos irreversíveis à saúde pública. Afinal, o uso de canetas emagrecedoras sem supervisão técnica e sem procedência garantida pode causar efeitos colaterais graves. Logo, a orientação final é que o consumidor adquira medicamentos apenas em farmácias licenciadas e sempre desconfie de ofertas excessivamente baratas ou de produtos sem o selo de registro da agência reguladora.

Frase-Chave: Agência reguladora.

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