• 14 janeiro, 2026

FCO bate recorde de financiamentos em MS em 2025 e setor rural absorve 75% dos recursos

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aplicou R$ 3,240 bilhões em Mato Grosso do Sul em 2025, registrando o maior volume já contratado no Estado. A demanda foi impulsionada principalmente pelo setor rural, que concentrou 75% dos recursos.

O repasse inicial da Sudeco era de R$ 2,7 bilhões; no entanto, o valor precisou ser ampliado à medida que a procura aumentava, chegando ao montante final recorde.

Segundo Rogério Beretta, secretário-executivo da Semadesc, dois fatores contribuíram para afastar parte do empresariado urbano das linhas de crédito: alta da Selic, que elevou os juros, e incertezas econômicas nacionais.

Pequenos produtores lideram contratações, reforçando vocação do FCO

O FCO Rural destinou 72% do total a pequenos e médios produtores, enquanto 28% ficaram com médios e grandes empreendedores.

Beretta destacou que, além disso, o Fundo mantém compromisso anual com pequenos negócios:

“A meta é aplicar no mínimo 50% em projetos de mini e pequenos empreendedores, e isso temos feito todos os anos.”

Onde foram aplicados os recursos do campo

As finalidades mais financiadas em 2025 foram:

  • Correção de solo – 17,15%

  • Reforma e recuperação de pastagens – 13,68%

  • Aquisição de matrizes bovinas de corte – 12,5%

  • Implantação de sistemas de irrigação – 10,59%

  • Compra de máquinas e implementos agrícolas – 9,65%

Esses investimentos, portanto, dialogam com a meta de transformar MS em Estado Carbono Neutro até 2030. A redução da degradação do solo, por exemplo, é essencial para ampliar o sequestro de CO₂ e fortalecer a produção sustentável.

Beretta ressaltou ainda o crescimento em duas áreas estratégicas:

  • Fruticultura – 8,25%

  • Construção de armazéns – 7%

O secretário afirmou que, por outro lado, a expansão da citricultura já indica que MS pode se tornar um novo polo nacional de laranja e suco, especialmente diante dos desafios enfrentados por São Paulo.

Safra crescente pressiona capacidade de armazenamento

A produção agrícola aumenta ano após ano; dessa forma, a ampliação de armazéns continua sendo uma necessidade constante, apesar da instalação de novos complexos no Estado.

Distribuição regional demonstra descentralização

Todos os municípios sul-mato-grossenses foram contemplados pelo FCO Rural em 2025. Os destaques foram:

  • Bataguassu – 8,58%

  • Dourados – 6,78%

  • Paranaíba – 6,64%

  • Sidrolândia – 6,27%

  • Paraíso das Águas – 6,18%

Isso demonstra, consequentemente, a descentralização dos investimentos, beneficiando também cidades pequenas e médias. Beretta reforçou o papel da Agraer, que elaborou projetos permitindo que pequenos produtores acessassem o crédito.

Linha Empresarial concentra recursos em Campo Grande e Dourados

No FCO Empresarial, 52% dos recursos foram destinados a mini e pequenos empresários; já médios e grandes empreendedores ficaram com 10,6%.

Como as maiores empresas estão concentradas nos grandes centros, assim, Campo Grande recebeu 40% do total e Dourados, 13%.

As finalidades mais contratadas foram:

  • Capital de giro – 41,15%

  • Equipamentos – 21,82%

  • Construções – 13,07%

  • Reformas – 8,03%

  • Veículos – 6,86%

Sudeco amplia orçamento e prevê R$ 3,1 bilhões para MS em 2026

Para 2026, a Sudeco reservou R$ 3,1 bilhões, divididos igualmente entre as linhas Rural e Empresarial.

Comparado ao início de 2025, há um crescimento de 14%, o que — portanto — evidencia a força da economia sul-mato-grossense.

Beretta lembrou que:

“No ano passado fomos o único Estado da região que precisou de novos aportes de recursos porque o valor disponibilizado foi insuficiente para atender a demanda.”

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram