• 13 fevereiro, 2026

Governo de MS fomenta parceria inédita para desenvolver bioinsumos florestais com DNA do Pantanal

Mato Grosso do Sul deu, mais uma vez, um passo estratégico na consolidação de seu ecossistema de inovação. Na tarde de quinta-feira (12), no auditório da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), representantes institucionais assinaram o Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Com isso, o Governo do Estado formalizou a cooperação técnica e científica voltada à execução do projeto “Biológico para implantação de mudas de eucalipto – validação de protocolos de aplicação e testes de eficácia”. Assim, o ato se consolidou como marco relevante na política estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Integração entre universidade e startup

O acordo envolve a UFV (Universidade Federal de Viçosa) e a startup sul-mato-grossense Pantabio, com interveniência da Fundação Arthur Bernardes. Nesse contexto, a parceria prevê pesquisa aplicada, transferência de recursos, gestão administrativa e execução conjunta do plano de trabalho. Na prática, a iniciativa conecta universidade e empresa para desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis. Além disso, amplia a produtividade e, ao mesmo tempo, reduz riscos climáticos nas florestas plantadas.

Tecnologia nasce com identidade regional

A Pantabio ocupa posição de destaque nesse cenário. Isso porque se tornou a primeira startup nascida no campus da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Aquidauana. A empresa atua no desenvolvimento de bioinsumos a partir do fungo Trichoderma. Além disso, aposta na biotecnologia como ferramenta estratégica para enfrentar desafios impostos pelo aumento das temperaturas e pela maior frequência de eventos climáticos extremos. Dessa forma, os microrganismos utilizados apresentam elevada adaptação a condições severas de estresse hídrico e térmico, fator que confere diferencial competitivo à tecnologia desenvolvida no Estado.

Inovação orientada por políticas públicas

Durante a solenidade, o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna, destacou o caráter estruturante da iniciativa. Segundo ele, Mato Grosso do Sul vem atraindo empresas justamente porque reúne talentos qualificados, laboratórios universitários de excelência e políticas públicas consistentes. Ao mesmo tempo, o secretário enfatizou o alinhamento da estratégia estadual à neutralidade de carbono e à bioeconomia. Nesse sentido, defendeu que o fluxo de inovação se torne cada vez mais orgânico, fortalecendo a integração entre governo, universidades e setor produtivo.

Bioinsumos com DNA do Pantanal

Tiago Calves, sócio-fundador da Pantabio, ressaltou a relevância tecnológica do projeto. De acordo com ele, o diferencial do produto está diretamente ligado ao território. Isso porque o Trichoderma utilizado foi isolado no Pantanal, ambiente caracterizado por extremos climáticos. Consequentemente, a tecnologia apresenta maior resiliência frente ao estresse térmico e hídrico. Assim, amplia-se o potencial de ganhos de produtividade e redução de perdas no campo.

Validação tecnológica amplia impactos

Representando a UFV, o professor Jean Marcel de Sousa Lira reforçou o simbolismo da cooperação. Além disso, destacou a tradição da universidade na interação com a iniciativa privada, modelo consolidado há mais de cinco décadas. Portanto, a validação da tecnologia no setor florestal fortalece não apenas a inovação regional, mas também os ganhos ao longo de toda a cadeia produtiva.

Estratégia aproxima ciência e mercado

Jaqueline Nascimento, da Embrapii, enfatizou o impacto estratégico da iniciativa. Segundo ela, o projeto resulta de uma prospecção ativa junto ao setor florestal sul-mato-grossense. Dessa maneira, busca-se fortalecer a inovação dentro do próprio território. Além disso, encurta caminhos, amplia a transferência de conhecimento e reforça a competitividade regional.

Conexão com grandes players do setor

A parceria integra grandes empresas do setor, como Arauco e Bracell, por meio da MS Florestal. Com isso, amplia-se a escala e a aplicabilidade das soluções tecnológicas desenvolvidas no Estado. Ao mesmo tempo, reforça-se a articulação entre pesquisa, indústria e mercado.

Pesquisa aplicada impulsiona desenvolvimento

Para o secretário Jaime Verruck, a iniciativa consolida uma ação histórica de incentivo à pesquisa aplicada. Segundo ele, Mato Grosso do Sul não apenas se destaca como produtor de florestas plantadas, mas também se firma como território gerador de tecnologia com identidade própria. Assim, fortalece-se a estratégia estadual de bioeconomia e inovação sustentável.

Estado reforça compromisso com inovação

Ao final do evento, os representantes formalizaram a assinatura do acordo. Com isso, o Governo do Estado reafirmou o compromisso com a convergência entre ciência, tecnologia, setor produtivo e políticas públicas. Por fim, a expectativa é que o projeto gere impactos diretos na produtividade florestal e amplie a atração de investimentos em biotecnologia.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram