• 25 fevereiro, 2026

Alckmin avalia tarifa global dos EUA e aponta ganhos para o Brasil

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou novamente, neste domingo (22), os impactos da nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos. Segundo ele, a mudança tende a reduzir distorções competitivas que, até então, prejudicavam diversos setores brasileiros.

Uniformização reduz assimetrias

Alckmin destacou que, anteriormente, os EUA aplicavam tarifas específicas para cada país. Agora, com a padronização da alíquota, o ambiente concorrencial se torna mais equilibrado.

“Mesmo com 15%, o ganho de competitividade é evidente. Antes, enfrentávamos tarifas de até 50% em vários produtos, enquanto concorrentes operavam com 10% ou 15%. Com isso, o cenário muda significativamente”, afirmou.

Setores estratégicos são beneficiados

Além disso, Alckmin ressaltou que alguns segmentos passam a contar com tarifa zero. Entre eles, citou a indústria aeronáutica, ônibus, aviões, suco de laranja e celulose. Nesse sentido, a isenção representa um avanço relevante para cadeias produtivas altamente dependentes do mercado externo.

Exportações sustentam crescimento

De acordo com o presidente em exercício, a indústria brasileira precisa ampliar continuamente sua presença internacional. Afinal, exportar não apenas fortalece empresas, mas também impulsiona emprego e renda no país.

Alckmin lembrou que o Brasil registrou recorde de exportações no último ano, somando US$ 348,7 bilhões. Para ele, o resultado reflete, sobretudo, a diversificação de mercados e o avanço em acordos comerciais.

Abertura de mercados ganha prioridade

Ao mesmo tempo, o ministro citou negociações recentes conduzidas pelo Mercosul com Singapura e países da Efta. Da mesma forma, enfatizou a relevância da agenda internacional brasileira para consolidar novas parcerias estratégicas.

“As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, afirmou.

Decisão judicial impacta política tarifária

Na última semana, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais tarifas anteriormente impostas pelo presidente Donald Trump. Por consequência, parte relevante do chamado tarifaço foi anulada.

Segundo o entendimento da Corte, a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso. Portanto, o Executivo não poderia adotar unilateralmente determinadas medidas.

Reconfiguração do comércio internacional

Diante desse cenário, Alckmin avalia que o comércio exterior brasileiro pode se beneficiar de um ambiente mais previsível. Em síntese, a uniformização das tarifas reduz incertezas e amplia a capacidade de planejamento dos exportadores nacionais.

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