
Ponte Internacional da Rota Bioceânica entra na fase final e “beijo” das aduelas é previsto para maio
A Ponte Internacional da Rota Bioceânica, uma das obras mais emblemáticas para a integração logística sul-americana, avança para sua etapa decisiva. Atualmente, a estrutura está a apenas 101 metros do fechamento completo, conectando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.
Nesse cenário, com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a obra se aproxima do momento técnico conhecido como aduela de fechamento. Nessa fase, as equipes unem os dois lados da ponte — processo popularmente chamado de “beijo” das aduelas. Segundo os responsáveis pela construção, os trabalhos devem alcançar essa marca no final de maio de 2026.
Além disso, cerca de 280 trabalhadores, entre brasileiros e paraguaios, atuam diretamente na obra. Assim, o projeto reforça não apenas a integração física entre os países, mas também a cooperação técnica e econômica na região de fronteira.
Próximas etapas incluem reforço estrutural e tecnologia de monitoramento
Após o fechamento estrutural, as equipes executarão novas etapas. Na sequência, os profissionais instalarão cabos de aço embutidos na laje de concreto, retensionarão os 168 estais que sustentam o vão central e posicionarão amortecedores.
Paralelamente, os pilares e os cabos receberão sensores eletrônicos capazes de monitorar cargas e esforços em tempo real. Dessa forma, os sistemas permitirão acompanhar o comportamento da estrutura durante o tráfego, além de identificar variações provocadas por cargas pesadas ou eventuais anomalias.
Acabamentos e infraestrutura complementar integram cronograma final
Ao mesmo tempo, o cronograma prevê serviços complementares. Entre eles, destacam-se a iluminação fluvial, o acabamento do piso e a instalação de grades de proteção para pedestres e ciclistas. Vale destacar que a ponte contará com ciclovia.
Posteriormente, as equipes realizarão asfaltamento, pintura, sinalização e iluminação ornamental. Por fim, a entrega completa da obra está prevista para agosto de 2026.
Corredor Bioceânico promete ganhos logísticos e comerciais
Enquanto isso, a estrutura estaiada ocupa papel estratégico na consolidação do Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica. Consequentemente, o novo eixo logístico ampliará a conexão entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
O Corredor Bioceânico deve reduzir significativamente distâncias e custos logísticos. Estima-se que as exportações brasileiras para a Ásia possam encurtar mais de 9,7 mil quilômetros nas rotas marítimas.
Com isso, o tempo de transporte tende a cair. Em viagens para a China, a projeção aponta redução de aproximadamente 23%, o equivalente a até 17 dias a menos.
Estruturas alfandegárias e fluxo de cargas reforçam impacto regional
Além do impacto logístico, o projeto prevê a implantação de estruturas alfandegárias integradas em ambos os lados da fronteira. Inicialmente, a Receita Federal estima fluxo de 250 caminhões por dia.
À medida que a Rota Bioceânica se consolide, esse volume poderá crescer, ampliando o protagonismo de Mato Grosso do Sul no comércio internacional.
Comunicação do Governo de MS












