• 17 março, 2026

Mercado projeta redução da Selic e aponta cenário de juros mais baixos em 2026

O mercado financeiro projeta, nesta semana, uma nova redução na taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Dessa forma, a taxa pode passar dos atuais 15% ao ano para 14,75%. A expectativa, por sua vez, consta no boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil nesta segunda-feira (16).

Além disso, a decisão será tomada durante a reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para terça (17) e quarta-feira (18). Nesse contexto, o movimento indica o início de um possível ciclo de queda dos juros, ainda que de forma gradual.

Corte na Selic deve ser mais moderado

Na semana anterior, o mercado projetava uma redução maior, de 0,5 ponto percentual. No entanto, com o aumento das expectativas de inflação, a previsão foi revista.

Além disso, fatores externos também influenciaram essa mudança. Entre eles, destaca-se o impacto econômico da guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo e, consequentemente, pressionou a inflação global.

Dessa maneira, o cenário exige mais cautela por parte do Banco Central, que tende a manter os juros em níveis restritivos por mais tempo.

Selic deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano

Apesar da redução gradual, a projeção do mercado indica que a Selic deve fechar 2026 em 12,25% ao ano, acima da estimativa anterior.

Além disso, as previsões para os próximos anos apontam continuidade no processo de queda:

  • 2027: 10,5% ao ano

  • 2028: 10% ao ano

  • 2029: 9,5% ao ano

Portanto, embora o ciclo de redução esteja em curso, ele deve ocorrer de forma lenta e controlada.

Entenda o impacto da Selic na economia

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Nesse sentido:

  • Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, o consumo diminui e a inflação tende a cair

  • Quando a Selic cai, o crédito se torna mais acessível, estimulando consumo e investimentos

No entanto, é importante destacar que os bancos consideram outros fatores ao definir juros ao consumidor, como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.

Inflação segue sob controle, mas com leve alta

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, subiu de 3,91% para 4,1% em 2026.

Ainda assim, o índice permanece dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Além disso, em fevereiro, a inflação foi de 0,7%, puxada principalmente pelos setores de transportes e educação. Com isso, o acumulado em 12 meses chegou a 3,81%.

Crescimento econômico mantém estabilidade

No que diz respeito ao crescimento econômico, o mercado elevou levemente a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, passando de 1,82% para 1,83%.

Além disso, as projeções indicam:

  • 2027: crescimento de 1,8%

  • 2028 e 2029: expansão de 2%

Vale destacar que, em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com desempenho positivo em todos os setores.

Dólar deve permanecer estável

Por fim, a estimativa para o câmbio também foi atualizada. Nesse sentido, o mercado projeta que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,40.

Além disso, para 2027, a previsão é de R$ 5,47. Assim, o cenário indica relativa estabilidade da moeda norte-americana no médio prazo.

Cenário exige cautela e planejamento

Diante desse contexto, o cenário econômico brasileiro aponta para uma redução gradual dos juros, combinada com inflação controlada, porém ainda sensível a fatores externos.

Assim, o Banco Central deve seguir adotando uma postura cautelosa. Ao mesmo tempo, investidores, empresas e consumidores precisam acompanhar atentamente os próximos movimentos da política monetária.

Consequentemente, a trajetória da Selic continuará sendo um dos principais termômetros da economia brasileira nos próximos anos.

Frase-Chave: Cenário econômico brasileiro.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram