
Senador nega irregularidades em repasses de emendas e defende legalidade
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou, nesta terça-feira (31), que não cometeu irregularidades ao destinar recursos de emendas parlamentares à Fundação Oásis, vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.
Segundo o parlamentar, todos os repasses ocorreram dentro da legalidade e seguiram os trâmites formais por meio de convênios com prefeituras.
Apuração foi ampliada após pedido do STF
As suspeitas envolvendo o envio de R$ 3,6 milhões à fundação ganharam força após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, solicitar esclarecimentos ao senador.
Além disso, após analisar as respostas apresentadas por Viana e pelo Senado, Dino decidiu ampliar a apuração. Nesse sentido, ele determinou que a fundação, as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco, bem como o governo federal, apresentem, no prazo de dez dias, toda a documentação relacionada aos repasses.
Senador reforça transparência e responsabilidade das prefeituras
Em coletiva realizada em Brasília, Viana destacou que, ao longo de seu mandato, destinou recursos a diversas entidades assistenciais, como santas casas, Apaes e organizações religiosas.
“Enviei dinheiro para uma fundação que existe há quase 60 anos e que atende milhares de pessoas”, afirmou.
Além disso, o senador ressaltou que não interfere na execução dos recursos.
“As prefeituras vão responder. A avaliação será feita e tenho tranquilidade em dizer que nunca tive ingerência sobre esse dinheiro. Isso não é papel do Parlamento”, explicou.
Dessa forma, Viana reforçou que cabe aos municípios a responsabilidade pela aplicação e fiscalização dos recursos recebidos.
Contexto político e questionamentos
Por outro lado, o caso também envolve questionamentos levantados por parlamentares. Os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) citaram a relação do senador com a Igreja Batista da Lagoinha e levantaram suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse.
Além disso, eles apontaram que Viana, na condição de presidente da CPMI do INSS, poderia ter atuado para limitar o avanço das investigações.
CPMI termina sem relatório aprovado
Enquanto isso, a CPMI do INSS — criada para investigar desvios bilionários de aposentados e pensionistas — foi encerrada no último sábado (28) sem a aprovação de um relatório final.
Isso porque a base governista rejeitou o parecer do relator, o deputado Alfredo Gaspar, que propunha o indiciamento de 218 pessoas.
Apesar disso, Viana afirmou que as investigações continuam.
“A CPMI terminou sem relatório aprovado, mas as investigações seguem. As pessoas vão responder pelos atos que cometeram”, declarou.
Investigações seguem em andamento
Além disso, o senador destacou que a Polícia Federal mantém ao menos 14 inquéritos abertos sobre o caso.
Segundo ele, os trabalhos avançam na identificação dos responsáveis e na recuperação de recursos desviados.
Viana também demonstrou confiança no andamento dos processos no Supremo, mencionando o ministro André Mendonça como responsável por conduzir parte das análises.
Senador atribui críticas a disputas políticas
Por fim, o parlamentar afirmou que as acusações não passam de ataques políticos relacionados ao cenário eleitoral.
Segundo ele, sua atuação à frente da CPMI teria incomodado interesses.
“Esses ataques mostram claramente o quanto nosso trabalho foi efetivo e chegou a incomodar”, concluiu.












