• 03 maio, 2026

Inflação sob pressão: Gasolina e alimentos elevam prévia do IPCA para 0,89% em abril

Com o objetivo de monitorar o custo de vida dos brasileiros, o IBGE divulgou nesta terça-feira (28) os dados do IPCA-15. Dessa maneira, o índice revelou que o preço dos alimentos e dos combustíveis pressionaram fortemente o orçamento das famílias, fazendo a prévia da inflação saltar para 0,89%. Nesse sentido, o resultado superou significativamente o apurado em março e marcou a maior alta desde fevereiro deste ano.

O impacto nos grupos de consumo

A princípio, o levantamento abrange nove grupos de produtos e serviços, mas dois deles foram os principais responsáveis pela aceleração do índice. Portanto, o grupo de Alimentação e Bebidas liderou o impacto, seguido de perto pelo setor de Transportes. Dessa forma, a evolução detalhada mostra como cada segmento pesou no bolso do consumidor:

  • Alimentação e Bebidas: Alta de 1,46% (impacto de 0,31 p.p.)

  • Transportes: Alta de 1,34% (impacto de 0,27 p.p.)

  • Saúde e Cuidados Pessoais: Alta de 0,93% (impacto de 0,13 p.p.)

Vale ressaltar ainda que, dentro de casa, o cenário é desafiador. Consequentemente, itens básicos como cenoura (25,43%), cebola (16,54%) e leite longa vida (16,33%) registraram aumentos expressivos. De acordo com especialistas, esse fenômeno é explicado pelo período de entressafra e pela menor produção de itens essenciais, o que acaba reduzindo a oferta nas prateleiras dos supermercados.

A influência dos conflitos internacionais

No que diz respeito aos combustíveis, a alta de 6,06% no mês é reflexo direto da instabilidade geopolítica. Dessa maneira, a guerra envolvendo o Irã tem gerado bloqueios no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Nesse contexto, como o petróleo é uma commodity negociada internacionalmente, os preços sobem globalmente, atingindo inclusive países produtores como o Brasil.

Além disso, a gasolina foi o item individual que mais pressionou o indicador geral, com uma elevação de 6,23%. Assim, mesmo com as medidas de isenção de impostos e subsídios aplicadas pelo governo federal, o impacto externo permanece severo. Logo, as ações governamentais têm funcionado como um amortecedor, embora seu efeito ainda seja considerado diminuto diante da magnitude da crise no Oriente Médio.

Metodologia e metas de inflação

Quanto à comparação com os meses anteriores, o IPCA-15 acumulado em 12 meses atingiu 4,37%. Por conseguinte, embora o índice tenha subido, o país permanece dentro da margem de tolerância da meta de inflação estabelecida pelo governo. Vale destacar que a prévia utiliza a mesma base metodológica da inflação oficial, diferenciando-se apenas pelo período de coleta e pela abrangência geográfica das cidades pesquisadas.

Em suma, o brasileiro enfrenta um mês de abril de custos elevados em áreas essenciais para a sobrevivência e mobilidade. Afinal, a combinação de fatores sazonais na agricultura com a tensão bélica internacional criou uma tempestade perfeita para os preços. Logo, a expectativa agora se volta para o dia 12 de maio, quando o IBGE divulgará o IPCA fechado, confirmando se as medidas de contenção conseguiram estabilizar a trajetória de alta.

Frase-Chave: Prévia da inflação.

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