
Desenvolvimento Social: Mais de 27 mil pessoas deixam o programa Mais Social em MS após melhorarem de vida
Com o objetivo de promover a emancipação financeira e garantir que os recursos públicos cheguem a quem realmente precisa, Mato Grosso do Sul registra um marco importante em suas políticas assistenciais. Dessa maneira, cerca de 27,6 mil cidadãos sul-mato-grossenses devolveram voluntariamente o cartão do programa Mais Social desde 2023. Nesse sentido, o desligamento do benefício ocorre porque essas famílias conquistaram estabilidade por meio do emprego e da qualificação profissional, reduzindo a dependência de auxílios estatais.
Histórias de Superação e Dignidade no Trabalho
A princípio, a trajetória de Marcos Gabriel de Arruda Calonga, morador de Campo Grande, exemplifica o caráter estruturante da iniciativa. Portanto, após perder o emprego em 2018, ele utilizou a segurança alimentar fornecida pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) como um trampolim para buscar novas oportunidades. Dessa forma, a evolução da renda familiar consolidou-se através dos seguintes passos:
Qualificação Inicial: Realização de curso de barbeiro para geração de renda autônoma em casa.
Inserção no Mercado: Atuação como zelador e, posteriormente, a conquista do emprego atual como vigilante com carteira assinada.
Apoio Familiar: Entrada dos filhos mais velhos no mercado de trabalho, complementando o orçamento doméstico.
Vale ressaltar ainda que a decisão de devolver o cartão partiu do próprio trabalhador, que considerou injusto manter o recebimento diante da melhora de vida. Consequentemente, a vaga liberada por Marcos Gabriel agora pode acolher outra família que enfrenta vulnerabilidade social imediata.
Incentivos Estratégicos à Educação e ao Emprego
No que diz respeito às ferramentas de apoio criadas pelo Governo do Estado, o foco da gestão está em dar condições para que os beneficiários prosperem. Dessa maneira, MS destaca-se nacionalmente como o 5º estado com menos dependentes de programas sociais devido a projetos integrados. Nesse contexto, destacam-se duas frentes principais de auxílio:
Apoio à Mulher Trabalhadora: Destina R$ 600 adicionais por criança (de 0 a 3 anos) para mães solo com vínculo empregatício formal, permitindo que deixem os filhos em creches seguras.
Estímulo aos Estudos: Oferece um adicional de R$ 300 para beneficiárias matriculadas no ensino regular ou EJA, além da bolsa de R$ 1.621 do programa MS Supera para estudantes universitários e técnicos de baixa renda.
Além disso, esses investimentos em educação e capacitação técnica conectam-se diretamente com a pujança econômica do Estado. Assim sendo, Mato Grosso do Sul registrou uma taxa de desocupação de apenas 2,4% no fim de 2025, consolidando o menor índice de desemprego de sua série histórica.
Queda nos Índices de Pobreza e Insegurança Alimentar
Quanto aos reflexos estatísticos dessas ações, os dados do IBGE apontam para uma redução vertiginosa da extrema pobreza no território sul-mato-grossense. Por conseguinte, o índice despencou 40,74% em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6%, o que posiciona MS com o 3º menor indicador de pobreza do país. Dessa forma, o avanço social também se reflete no CadÚnico, que registrou a saída de 44.604 pessoas da linha de vulnerabilidade entre 2024 e 2026, enquanto 34 mil famílias superaram a condição de insegurança alimentar.
Em suma, o sucesso do Mais Social demonstra que programas de transferência de renda funcionam melhor quando associados a políticas de empregabilidade. Afinal, o objetivo final do Estado não é perenizar o auxílio, mas sim criar portas de saída dignas através do crescimento econômico regional. Logo, o trabalho coordenado da Sead com as demais secretarias garante que a população vulnerável aproveite as milhares de vagas abertas pelo mercado de trabalho, transformando a realidade social de Mato Grosso do Sul.












