
Educação Ambiental: ‘Pirarucu fujona’ passa a integrar tanque de grandes espécies no Bioparque Pantanal
Com o objetivo de reforçar as ações de bem-estar animal e conscientização ecológica, a administração do Bioparque Pantanal transferiu a pirarucu que ganhou fama no estado após uma inusitada tentativa de fuga para o seu lar definitivo. Batizada carinhosamente pela população como “Pirarucu Fujona”, a espécie agora habita o tanque Rios Grandes, no circuito principal de visitação. Dessa maneira, o maior aquário de água doce do mundo transforma um episódio curioso em uma valiosa ferramenta pedagógica para os visitantes.
Novo Habitat e Cuidados Especializados
A princípio, o novo recinto da Fujona foi selecionado estrategicamente pela equipe técnica para atender ao gigantismo da espécie. Portanto, o tanque abriga os maiores peixes do plantel do empreendimento, incluindo exemplares de jaú, pintado, cachara e arraias. Dessa forma, o ambiente oferece as condições biológicas e comportamentais ideais para o desenvolvimento do animal, que contará com o monitoramento diário de uma equipe multidisciplinar:
Corpo Técnico: Acompanhamento integral por biólogos, médicos-veterinários e zootecnistas.
Dieta Controlada: Nutrição balanceada e adaptada para a transição de ambiente.
Protocolo de Segurança: Monitoramento de biometria e comportamento social após o período de isolamento.
Vale ressaltar ainda que o processo de mudança seguiu critérios científicos rigorosos. Consequentemente, o biólogo curador do complexo, Heriberto Gimenes Junior, explicou que o animal passou por uma quarentena detalhada para avaliar sua saúde e alimentação. Como a pirarucu respondeu positivamente a todos os exames, a curadoria liberou sua introdução ao tanque Grandes Rios.
Alerta Contra o Impacto de Espécies Invasoras
No que diz respeito à função educativa do complexo, a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, destaca que a presença da Fujona levanta debates ecológicos urgentes. Dessa maneira, a gestora utiliza o caso para alertar a sociedade sobre os graves riscos que espécies exóticas ou invasoras causam quando entram em ecossistemas fora de sua área de ocorrência natural. Nesse contexto, a conscientização foca em três pilares fundamentais:
Guarda Responsável: Orientação sobre os deveres e custos de se manter espécies de grande porte.
Descarte Adequado: Combate à soltura indiscriminada de peixes em rios locais, o que destrói a fauna nativa.
Equilíbrio Ecológico: Explicação prática sobre como a introdução de predadores exóticos altera a cadeia alimentar.
Além disso, a trajetória da pirarucu serve para aproximar a ciência do público leigo. Assim sendo, visitantes de todas as idades conseguem compreender, na prática, como o manejo técnico especializado resguarda a biodiversidade da Bacia do Prata e da Amazônia.
Missão Educativa Consolidada
Em suma, a transferência da Pirarucu Fujona consolida o papel do Bioparque Pantanal como um centro de conservação e não apenas de lazer. Afinal, o carinho que a população sul-mato-grossense desenvolveu pelo peixe abre as portas para um diálogo muito mais profundo sobre o cuidado com a fauna silvestre. Logo, a expectativa da diretoria é que o novo habitante se transforme no principal embaixador das águas, atraindo olhares e gerando responsabilidade ecológica em cada visitação.












