
Campo Grande ganha ‘óleoponto’ e transforma descarte de óleo em recompensa e conscientização ambiental
Uma solução que une tecnologia, sustentabilidade e incentivo direto ao cidadão começa, gradualmente, a transformar a forma como o óleo de cozinha é descartado em Campo Grande. Nesse contexto, a Capital recebeu a primeira unidade da plataforma inteligente Óleoponto, instalada em um supermercado atacadista na região da Avenida Três Barras.
Além disso, o projeto reúne diferentes parceiros. A iniciativa conta com patrocínio da ADM do Brasil e da Águas Guariroba, além do apoio institucional do Governo do Estado, do Grupo Pereira e da Câmara Municipal.
Dessa forma, a proposta amplia o acesso a soluções adequadas de descarte e, ao mesmo tempo, incentiva práticas alinhadas à economia circular, fortalecendo a agenda ambiental, digital e sustentável de Mato Grosso do Sul.
Tecnologia incentiva participação da população
Segundo o executivo da plataforma, Zadrik Mendonça, o projeto busca, sobretudo, facilitar o acesso da população a pontos de descarte e estimular a participação ativa dos cidadãos.
Além disso, ele destaca que o problema não está no uso do óleo de cozinha, mas, principalmente, no descarte incorreto — muitas vezes feito em pias ou redes de esgoto.
Por outro lado, quando o cidadão descarta corretamente, o resíduo ganha novo valor. Ele pode, por exemplo, ser reaproveitado na produção de biodiesel e em outras soluções sustentáveis.
Sistema simples e com recompensa
Para tornar o processo mais acessível, a plataforma utiliza um modelo simples e intuitivo. O funcionamento se assemelha ao de um caixa eletrônico.
Assim, o usuário:
- informa o número de celular
- deposita o óleo usado
- acumula pontos em uma plataforma digital
A cada 40 pontos — o equivalente a 4 litros descartados — o participante pode trocar por uma nova embalagem de óleo no supermercado parceiro.
Além disso, cada operação permite o descarte de até 5 litros por pessoa, o que amplia a capacidade de participação.
Experiência já validada em outras regiões
Vale destacar que a tecnologia já funciona em outras regiões do país. No Rio de Janeiro, por exemplo, a plataforma atua na comunidade da Rocinha, em parceria com a ONG Sabão no Morro.
Nesse caso, o projeto transforma o óleo usado em sabão ecológico e produtos de limpeza, gerando, ao mesmo tempo, impacto ambiental e social.
Projeto pode expandir para outras cidades
Em Campo Grande, a iniciativa funciona como uma prova de conceito. Ou seja, o projeto vai avaliar, na prática, o desempenho da solução em ambiente urbano.
A partir disso, a expectativa é ampliar o modelo para outros pontos da cidade e, posteriormente, expandir para diferentes regiões do país.
Assim, a Capital se posiciona, cada vez mais, como referência em inovação ambiental e logística reversa.












