• 22 maio, 2026

Ciência e Conservação: Parceria entre Bioparque Pantanal e UFMS garante exames preventivos em sucuri e arraias

Com o objetivo de assegurar a saúde e o bem-estar contínuo de seu plantel, o Bioparque Pantanal desenvolveu protocolos médicos preventivos e específicos para cada espécie. Dessa maneira, uma cooperação técnico-científica com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) viabilizou exames de imagem de alta precisão em animais icônicos do complexo. Nesse sentido, profissionais das duas instituições monitoraram recentemente a famosa sucuri do complexo e as arraias-leopoldo, apelidadas carinhosamente de Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.

Manejo Seguro e Tecnologia Não Invasiva

A princípio, a equipe executou os procedimentos de forma totalmente não invasiva, eliminando a necessidade de sedação química. Portanto, para examinar a sucuri, os biólogos e médicos-veterinários utilizaram um tubo de acrílico transparente para a contenção segura do réptil. Dessa forma, o médico-veterinário Edson Pontes detalha que a prioridade da operação foi o respeito ao bem-estar do animal:

  • Ambiente Calmo: A equipe protegeu a visão da serpente para reduzir o estresse térmico e psicológico.

  • Ação Coordenada: Seis profissionais acompanharam o ultrassom simultaneamente para garantir agilidade.

  • Anatomia Específica: O exame focou na cavidade celomática — espaço único onde ficam os órgãos dos répteis —, avaliando o fígado e os rins da sucuri.

Vale ressaltar ainda que as arraias-leopoldo passaram por um manejo igualmente minucioso na área de quarentena. Consequentemente, o monitoramento rotineiro consolida-se como um padrão sanitário para as centenas de espécies abrigadas nos tanques do Bioparque.

Integração Acadêmica e Suporte Técnico

No que diz respeito à colaboração com a UFMS, a troca de conhecimentos enriquece a formação dos estudantes e eleva o nível técnico dos diagnósticos. Dessa maneira, o professor de Medicina Veterinária da UFMS, Paulo Antonio Andreussi, destaca que a vivência prática no Bioparque funciona como uma imersão única na fauna pantaneira. Nesse contexto, o professor Diogo Helney Freire acrescenta que a universidade não limita seu apoio aos exames de imagem, mas também realiza análises laboratoriais de sangue em seus laboratórios.

Além disso, todos os dados coletados geram relatórios epidemiológicos essenciais para prever e mitigar possíveis doenças. Assim sendo, a universidade atua como um braço científico fundamental para o sucesso das ações de conservação do ecossistema.

Bioparque como Polo de Turismo Científico

Em um panorama geral, o rigor técnico das duas instituições posiciona o complexo muito além de um ponto turístico tradicional. Afinal, para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, ver os animais atingirem índices ideais de crescimento comprova a eficácia da pesquisa aplicada. Logo, a união entre ciência e respeito à vida transforma o local em um verdadeiro santuário de preservação ambiental, gerando conhecimento valioso para a comunidade científica internacional.

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