
Igualdade Racial: Conselho da População Negra empossa nova diretoria com foco em participação social
Com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de promoção da igualdade racial, o Conselho Estadual dos Direitos do Negro (Cedine) iniciou uma nova gestão para o biênio 2026-2028. Dessa maneira, o órgão colegiado, que acumula quase 30 anos de atuação em Mato Grosso do Sul, reforça seu compromisso com o diálogo e com a redução das desigualdades históricas. Nesse sentido, a solenidade de posse ocorreu no auditório da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), reunindo lideranças governamentais, movimentos sociais e universidades parceiras.
Novo Processo Eleitoral e Engajamento da Sociedade Civil
A princípio, o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, celebrou o expressivo aumento no número de inscrições para este mandato. Portanto, o engajamento da sociedade civil superou as expectativas iniciais da organização, trazendo novas representatividades para o debate público. Dessa forma, a ampla concorrência valida o conselho como um espaço democrático vital, onde a população pode cobrar, apontar caminhos e propor soluções eficazes.
Composição Paritária: O Cedine divide suas cadeiras igualmente entre representantes do governo e da sociedade civil.
Parcerias Estratégicas: Instituições como a UFMS e o Ministério Público Estadual (MPMS) mantêm cooperação direta com as pautas do órgão.
Apoio Jurídico: O Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (NUPIER) do MPMS colocou sua estrutura à disposição para garantir que o conselho cumpra suas metas regulamentares.
Vale ressaltar ainda que o secretário da Cidadania, José Francisco Sarmento, garantiu a manutenção de canais abertos para a participação social. Consequentemente, a SEC busca aproximar os novos conselheiros das decisões orçamentárias e estruturais do Estado.
Definição da Mesa Diretora e Metas para o Biênio
No que diz respeito à liderança da mesa diretora, os conselheiros elegeram por unanimidade a representante da Secretaria de Estado de Educação (SED), Myleide Meneses de Oliveira Machado, para ocupar a presidência. Dessa maneira, a gestão governamental assume o comando do órgão neste biênio, tendo Nelson Eder de Souza, do Grupo TEZ, como vice-presidente. Nesse contexto, a nova presidente elencou as principais defesas para os próximos dois anos:
Educação e Saúde: Ampliar o acesso da população negra aos serviços básicos com qualidade.
Proteção de Comunidades: Defender os direitos de quilombolas, ciganos e povos de matriz africana.
Combate ao Racismo: Estruturar ações regionais para reduzir a discriminação e a violência racial.
Além disso, a nova diretoria foca no fortalecimento dos conselhos municipais no interior do Estado. Assim sendo, o Cedine pretende descentralizar suas ações, permitindo que as lideranças locais também tenham voz e ferramentas para combater o preconceito em suas regiões.
O Papel Democrático do Cedine
Em suma, a posse da nova gestão do Cedine reafirma a importância dos órgãos colegiados na consolidação da democracia sul-mato-grossense. Afinal, o conselho — instituído originalmente pela Lei nº 702 de 1987 — funciona como uma engrenagem essencial para que as demandas das ruas se transformem em leis e ações governamentais. Logo, a expectativa para o período de 2026 a 2028 é que a parceria entre o poder público e os movimentos sociais gere resultados práticos na melhoria de vida da população negra de Mato Grosso do Sul.












