• 25 março, 2026

MS reforça combate ao crime organizado com operações simultâneas e uso de tecnologia avançada

Mato Grosso do Sul tem intensificado, de forma estratégica e integrada, o combate ao crime organizado dentro do sistema prisional. Nesta semana, o Estado participou da 10ª edição da Operação MUTE e, simultaneamente, executou a Operação Modo Avião, duas ações de inteligência penal voltadas à desarticulação de organizações criminosas.

Enquanto a Operação MUTE ocorre em âmbito nacional, sob coordenação da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), em nível estadual as ações são conduzidas pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da Polícia Penal e da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário). Dessa forma, o trabalho ganha escala e integração entre diferentes esferas de atuação.

Atuação simultânea amplia impacto das ações

Além de integrar uma mobilização nacional, Mato Grosso do Sul atua de maneira paralela com operações complementares. Nesse sentido, a estratégia fortalece o enfrentamento ao crime organizado ao atuar de forma simultânea em diferentes frentes.

No Estado, as ações concentram-se nas seis maiores unidades prisionais, mobilizando centenas de policiais penais. Enquanto equipes operacionais do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) realizam a retirada e contenção dos internos, servidores das unidades executam as vistorias, sempre com acompanhamento de representantes da Senappen.

Tecnologia de ponta eleva eficiência das inspeções

Um dos principais diferenciais desta fase é, justamente, o uso intensivo de tecnologia. Com isso, as operações ganham mais precisão, agilidade e capacidade de resposta.

Entre os recursos utilizados estão equipamentos de revista eletrônica, georradar de penetração no solo e sistemas portáteis de varredura (TTK). Esses dispositivos permitem identificar ilícitos ocultos com maior eficiência, ampliando significativamente o alcance das inspeções.

Além disso, esse avanço tecnológico faz parte de um investimento superior a R$ 59 milhões realizado pela Senappen em todo o país, voltado ao fortalecimento da segurança pública e à modernização do sistema penitenciário.

Foco no bloqueio de comunicações criminosas

Ao mesmo tempo, as operações têm como objetivo central interromper as comunicações ilegais dentro dos presídios. Isso ocorre principalmente por meio da apreensão de celulares, que frequentemente são utilizados por organizações criminosas para coordenar ações fora das unidades prisionais.

Paralelamente, as equipes também atuam no combate à entrada e circulação de outros materiais proibidos, reforçando o controle interno e a segurança das unidades.

Durante as ações, as revistas são realizadas de forma simultânea em celas e pavilhões, sempre com base em planejamento estratégico e informações de inteligência. Assim, o trabalho garante eficiência operacional sem abrir mão do cumprimento dos princípios de legalidade, proporcionalidade e segurança da informação.

Integração nacional fortalece o enfrentamento ao crime

Considerada a maior operação nacional no sistema prisional, a Operação MUTE promove, além disso, uma atuação integrada em todas as unidades da federação. Como resultado, há um fortalecimento da cooperação entre União, estados e Distrito Federal no combate qualificado ao crime organizado.

Operação Modo Avião atua como estratégia complementar

Por sua vez, a Operação Modo Avião funciona como um braço estratégico complementar. Seu foco está diretamente na localização, inabilitação e apreensão de celulares dentro das unidades prisionais.

Para isso, são utilizadas técnicas de bloqueio de sinal e varreduras eletrônicas que, na prática, “silenciam” as comunicações ilegais — uma referência direta ao nome da operação. Dessa maneira, impede-se que organizações criminosas mantenham articulações externas.

Estratégia contínua de fortalecimento do sistema prisional

Em síntese, mais do que ações pontuais, as operações representam uma estratégia contínua de fortalecimento da presença do Estado no sistema prisional.

Segundo a direção da Agepen e da Polícia Penal, o objetivo vai além das apreensões. Trata-se, sobretudo, de modernizar procedimentos, ampliar a capacidade operacional e enfrentar, de forma firme e estruturada, as organizações criminosas.

Assim, o Estado reforça uma premissa fundamental: o combate ao crime começa também dentro dos presídios — e, cada vez mais, com inteligência, tecnologia e integração.

Frase-Chave: Uma premissa fundamental.

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