
Operação Fluxo Oculto: Ação em 5 estados investiga infiltração do PCC no setor de combustíveis e fintechs
Com o objetivo de desarticular um esquema bilionário de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, o Gaeco e a Receita Federal deflagraram a Operação Fluxo Oculto. Dessa maneira, a força-tarefa cumpre 55 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nesse sentido, o foco principal das autoridades recai sobre seis fintechs que funcionavam como “bancos paralelos” para mascarar transações financeiras da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Adulteração de Nafta e Bancos Paralelos
A princípio, as investigações do Ministério Público de São Paulo apontam que o crime organizado assumiu o controle de distribuidoras e postos de combustíveis. Portanto, a facção gerenciava o desvio de nafta petroquímica para adulterar combustíveis e comercializar solventes por meio de empresas fantasmas. Dessa forma, o núcleo financeiro utilizava as fintechs para realizar compensações internas e gerenciar fundos de investimentos alimentados pelo dinheiro do crime:
Uso de Criptoativos: As organizações utilizavam moedas virtuais criptografadas para ocultar o rastreio do dinheiro e lavar os lucros.
Dinheiro em Espécie: Os órgãos de inteligência identificaram a movimentação de R$ 1 bilhão em moeda física diretamente em algumas dessas plataformas digitais.
Volume Transacionado: O esquema movimentou uma soma estimada em R$ 26 bilhões nos últimos anos através das empresas investigadas.
Vale ressaltar ainda que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou-se publicamente sobre a operação nesta quinta-feira. Consequentemente, o ministro alertou que a sonegação fiscal na importação de nafta acendeu o sinal de alerta máximo nos órgãos federais de inteligência financeira.
Desdobramentos da Investigação
Em suma, a Operação Fluxo Oculto representa uma evolução direta da antiga Operação Carbono Oculto. Afinal, o avanço das facções sobre o mercado de combustíveis e sobre o ecossistema de pagamentos online exige uma resposta integrada dos ministérios públicos estaduais. Logo, a fiscalização pretende intensificar o monitoramento sobre o setor de combustíveis nos estados fronteiriços, como Mato Grosso do Sul, para sufocar financeiramente o braço logístico da organização.












