• 25 março, 2026

Projeto ambiental fortalece recuperação do Rio Mimoso em Bonito com atuação conjunta

A recuperação ambiental das margens do Rio Mimoso, em Bonito, tem avançado por meio de um trabalho técnico e institucional desenvolvido dentro do Projeto Águas de Bonito. A iniciativa, por sua vez, reúne órgãos públicos, organizações da sociedade civil e produtores rurais em ações voltadas à proteção dos recursos hídricos da região.

Além disso, o projeto conta com a participação da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio do Imasul, em parceria com o Ministério Público Estadual, o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), a Prefeitura de Bonito, o Sindicato Rural e proprietários rurais da bacia do Rio Mimoso.

Parceria amplia capacidade de atuação ambiental

Inicialmente, o projeto surgiu a partir de um desafio comum enfrentado pelos órgãos ambientais: a grande extensão territorial e a diversidade de áreas naturais, que, consequentemente, dificultam a fiscalização contínua. Diante desse cenário, foi construída uma parceria institucional que, portanto, ampliou a capacidade de diagnóstico e recuperação ambiental na região.

Desde então, o Projeto Águas de Bonito teve início em 2020 com vistorias técnicas e levantamentos ambientais realizados de forma integrada entre Imasul, IASB e Ministério Público. Assim, as equipes identificaram áreas degradadas e, ao mesmo tempo, definiram soluções específicas para cada propriedade.

Diagnóstico técnico orienta soluções personalizadas

Durante essa fase, os técnicos analisaram as condições ambientais de cada área e, a partir disso, estabeleceram medidas adequadas para recuperação. Em alguns casos, por exemplo, o simples isolamento de áreas de preservação permanente já permitiu a regeneração natural da vegetação.

Por outro lado, em situações mais críticas, foi necessário reposicionar cercas, afastar atividades produtivas das margens dos rios e, além disso, realizar o plantio de mudas nativas para recomposição da vegetação ciliar.

Paralelamente, o projeto também promoveu diálogo direto com os produtores rurais. Dessa forma, os proprietários aderiram voluntariamente às ações, permitindo vistorias e colaborando com as medidas de recuperação — fator considerado essencial para o avanço da iniciativa.

Implantação das ações e monitoramento contínuo

Com base nos dados levantados, foram estruturadas as ações que hoje estão em execução. Atualmente, a etapa de implantação — que inclui o plantio de mudas — é conduzida pelo IASB.

Enquanto isso, o Imasul mantém o acompanhamento e a fiscalização ambiental, garantindo que todas as intervenções ocorram conforme os critérios técnicos definidos.

Segundo o gestor regional do Imasul em Bonito, Marcelo Brasil, a atuação do órgão foi decisiva na fase inicial.

“O Imasul participou diretamente do diagnóstico ambiental, identificando as medidas necessárias para recuperar as áreas degradadas e proteger as margens do rio”, explicou.

Recuperação das matas ciliares garante equilíbrio ecológico

Além da execução técnica, especialistas destacam a importância ambiental das ações. De acordo com a fiscal do Imasul, Luciana Valle de Loro, a recomposição da vegetação ciliar desempenha papel fundamental na preservação dos rios.

“A vegetação nas margens evita erosão, melhora a qualidade da água e garante abrigo para a fauna e a flora”, afirmou.

Nesse sentido, o projeto contribui não apenas para a recuperação ambiental, mas também para a manutenção do equilíbrio ecológico da região.

Conscientização e impacto social

Além das ações práticas, o projeto também tem papel relevante na conscientização ambiental. Especialmente em Bonito — reconhecido nacionalmente pelo turismo de natureza —, a preservação dos recursos naturais torna-se ainda mais estratégica.

De acordo com Liliane Lacerda, executiva do IASB, a integração entre instituições tem sido determinante para os resultados alcançados.

“A união entre poder público e sociedade civil fortalece a conservação. Enquanto o Imasul garante suporte técnico, o IASB atua na restauração e mobilização dos produtores”, destacou.

Assim, o projeto avança em frentes como proteção de nascentes, conservação do solo, restauração florestal e educação ambiental.

Reconhecimento nacional reforça importância do projeto

Como resultado desse trabalho conjunto, o Projeto Águas de Bonito conquistou reconhecimento nacional. Em 2024, a iniciativa venceu a categoria “Elementos Naturais” do Prêmio CREIA de Meio Ambiente – Troféu Siriema, considerado o “Oscar da Sustentabilidade”.

Dessa maneira, o prêmio evidenciou a relevância do projeto e reforçou o impacto positivo das ações desenvolvidas.

Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, o resultado demonstra a força da atuação integrada.

“A união entre instituições públicas, organizações ambientais e produtores rurais é fundamental para ampliar a proteção dos recursos hídricos”, afirmou.

Integração garante resultados sustentáveis a longo prazo

Em síntese, o Projeto Águas de Bonito mostra que a cooperação entre diferentes setores não apenas fortalece a gestão ambiental, como também gera resultados concretos e duradouros.

Assim, a iniciativa se consolida como referência na recuperação de áreas degradadas, na proteção dos rios e, sobretudo, na preservação dos ecossistemas naturais de Mato Grosso do Sul.

Frase-Chave: Recuperação de áreas degradadas.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram