• 28 junho, 2026

Segurança Digital: Polícia Científica de MS orienta idosos a reconhecer golpes virtuais no Junho Prata

Horas antes de participar de uma palestra sobre crimes virtuais, o aposentado Nilson João Neves, de 73 anos, recebeu no celular uma mensagem suspeita que solicitava a atualização de um cadastro inexistente. Dessa maneira, o idoso desconfiou do link enviado e bloqueou o número imediatamente. Nesse sentido, a reação preventiva dele antecipou a principal recomendação que a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) apresentou, na última terça-feira (23), durante uma ação especial na Associação Amor pela Vida, em Campo Grande.

Autonomia e os Riscos na Inclusão Digital

O Núcleo de Computação Forense promoveu o evento para um grupo de 22 pessoas idosas, integrando, portanto, as atividades da campanha Junho Prata, que foca na valorização e proteção dessa população. Dessa forma, os participantes enfrentaram o frio da tarde e compareceram ao local acompanhados por seus familiares. O senhor Nilson, por exemplo, assistiu às explicações ao lado da esposa, Jane da Silva São Romão, de 76 anos, com quem divide diariamente o aprendizado sobre o uso das ferramentas digitais.

A familiaridade com os aplicativos bancários facilita a rotina dos idosos, mas não elimina, com efeito, os riscos de fraudes financeiras. Consequentemente, o palestrante e perito criminal Jefferson Lucena, especialista em Computação Forense, explicou que os criminosos exploram principalmente o medo, a pressa e a promessa de vantagens fáceis. Nesse contexto, o especialista detalhou os golpes mais comuns na praça atualmente:

  • Falso Parente: Criminosos criam perfis falsos com fotos copiadas e pedem dinheiro via Pix sob o pretexto de urgência.

  • Links Maliciosos: Mensagens de SMS ou aplicativos de mensagens simulam instituições financeiras e roubam dados cadastrais.

  • Mídias Manipuladas: Golpistas utilizam áudios e vídeos reais para simular a voz e a imagem de conhecidos da vítima.

Os usuários devem, assim sendo, interromper o contato imediatamente ao desconfiar de uma abordagem. Além disso, o perito recomendou a ativação da autenticação em duas etapas e a criação de senhas fortes para blindar os aparelhos.

A Importância do Vestígio Digital na Investigação

As orientações da Polícia Científica abrangeram, por sua vez, as providências necessárias para os casos em que o crime já aconteceu. Dessa maneira, áudios, capturas de tela, links e comprovantes de transação constituem vestígios digitais valiosos para a produção da prova técnico-científica. Por isso, a vítima não deve apagar o histórico de conversas ou formatar o celular antes de receber a orientação dos investigadores civis.

O Núcleo de Computação Forense analisa minuciosamente computadores e registros digitais em exames periciais específicos. Durante a dinâmica, os organizadores expuseram, inclusive, uma maleta com materiais que as equipes utilizam em locais de crime, aproximando a ciência forense do cotidiano dos cidadãos. Da mesma forma, o especialista auxiliou os idosos a localizarem as ferramentas de privacidade nos próprios celulares.

Conscientização e Preservação da Autonomia

No encerramento da palestra, os organizadores distribuíram folders explicativos e pequenas mudas de plantas para simbolizar o cuidado com a segurança. Em suma, a iniciativa transformou conceitos técnicos complexos em diretrizes simples de prevenção, as quais os idosos memorizaram através de placas educativas. Logo, a Polícia Científica reforça que o abandono da tecnologia não resolve o problema. Como resultado, o governo estadual investe na educação digital como o caminho mais seguro para garantir a independência e a proteção da terceira idade em Mato Grosso do Sul.

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