• 08 abril, 2026

Sob reza de anciões, Governo de MS abre mês indígena celebrando protagonismo dos povos originários

Sob os cânticos entoados pelo mbaraka, a reza Ñembo’e marcou, de forma simbólica, a abertura do Abril Indígena em Mato Grosso do Sul. Assim, na tarde desta quarta-feira (1º), o auditório do Bioparque Pantanal reuniu cultura, tradição e respeito em um evento que celebrou o fortalecimento e o reconhecimento dos povos originários.

Além disso, representantes das oito etnias presentes no Estado — Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Guató, Ofaié, Kinikinau e Atikum — participaram ativamente da programação. Durante o encontro, eles celebraram avanços nas políticas públicas, bem como ações voltadas à cidadania e à inclusão social nos territórios.

Evento reforça escuta e protagonismo indígena

A Secretaria de Estado da Cidadania organizou a iniciativa, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários. Ao mesmo tempo, a campanha também apresentou um balanço das ações desenvolvidas ao longo dos últimos quatro anos.

Nesse sentido, o subsecretário Fernando Souza destacou o simbolismo do mês de abril e, principalmente, a importância de ampliar a visibilidade das culturas indígenas.

“Ao longo dos anos, mostramos aquilo que temos de positivo dentro dos territórios. Por isso, precisamos desconstruir visões limitadas e valorizar nossa história”, afirmou.

Além disso, ele ressaltou que levar a cultura indígena para espaços institucionais — como escolas, secretarias e a Assembleia Legislativa — fortalece o reconhecimento e amplia o diálogo com a sociedade.

Governo reforça compromisso com políticas públicas

Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou a relevância do momento, tanto para os povos originários quanto para o próprio Estado.

Segundo ele, o governo construiu políticas públicas a partir da escuta ativa das comunidades.

“Nós ouvimos mais do que falamos. A partir disso, transformamos demandas em ações concretas”, afirmou.

Além disso, Riedel reforçou que o evento também cumpre um papel importante de transparência, ao apresentar os resultados alcançados ao longo da gestão.

Ações refletem demandas dos territórios

Na mesma linha, a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, destacou que todas as ações apresentadas nasceram diretamente das demandas das comunidades.

“Nada disso foi criado de forma isolada. Levamos as demandas de vocês para dentro do governo e transformamos em políticas públicas reais”, afirmou.

Além disso, ela reforçou que as parcerias institucionais foram fundamentais para viabilizar os resultados.

Programas fortalecem cidadania, cultura e desenvolvimento

Durante o evento, o governo apresentou uma série de ações estruturadas, que, de forma integrada, impactam diretamente a vida das comunidades indígenas.

Entre elas, destacam-se:

Desenvolvimento e economia

  • Realização do Empretec Indígena em diversos municípios
  • Implementação da cesta étnica, respeitando hábitos culturais

Cidadania e segurança

  • Programa MS em Ação – Edição Indígena, com milhares de atendimentos
  • Implantação de Conselhos Comunitários de Segurança Indígena
  • Reativação do Conselho Estadual após 15 anos

Cultura e educação

  • Construção de Centros Culturais Indígenas
  • Ampliação de escolas indígenas e formação de professores
  • Fortalecimento do MS Alfabetiza Indígena

Saúde e inclusão

  • Implantação do primeiro SAMU Indígena do Brasil
  • Programas voltados ao autismo e à saúde preventiva

Infraestrutura e qualidade de vida

  • Investimentos em moradia pelo Minha Casa, Minha Vida Rural
  • Ampliação do acesso à água em aldeias indígenas
  • Programa Energia Social com tarifa zero para famílias vulneráveis

Abril Indígena reforça identidade e resistência

Por fim, o Abril Indígena consolida-se como um espaço de valorização cultural, fortalecimento da identidade e reconhecimento do protagonismo dos povos originários.

Dessa forma, além de celebrar conquistas, o mês também amplia o diálogo entre governo e comunidades, fortalecendo políticas públicas construídas com base na escuta, no respeito e na participação ativa.

Frase-Chave: Com base na escuta.

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