
Transformação Urbana: Periferia Viva leva dignidade a 463 famílias no Novo Samambaia
Com o objetivo de promover uma verdadeira transformação social e urbanística, o bairro Novo Samambaia, em Campo Grande, vive um momento histórico. Dessa maneira, a comunidade inaugurou recentemente o Posto Territorial do programa Periferia Viva – Urbanização de Favelas, uma iniciativa que beneficia diretamente 463 famílias locais. Nesse sentido, o espaço físico surge para consolidar uma rede de acolhimento, escuta e atendimento individualizado, mudando a realidade de quem enfrenta dificuldades estruturais na região desde 2016.
Atendimento Personalizado e Melhorias Estruturais
A princípio, o Posto Territorial funciona como o coração do projeto na comunidade, permitindo que os moradores apresentem suas demandas específicas aos técnicos. Portanto, o planejamento das obras respeitará a realidade habitacional de cada residência em vez de aplicar soluções genéricas. Dessa forma, o plano de intervenção urbana prevê as seguintes melhorias na localidade:
Habitação: Reformas completas em banheiros e adequações estruturais em telhados e paredes.
Infraestrutura Urbana: Obras de drenagem pluvial e pavimentação asfáltica das vias públicas.
Equipamentos Públicos: Ampliação e melhorias na Unidade Básica de Saúde (UBS) Macaúbas.
Lazer e Convivência: Construção de uma praça integrada para promover o esporte e o fortalecimento de vínculos comunitários.
Vale ressaltar ainda que a execução do programa resulta de uma força-tarefa entre diferentes esferas do poder público. Consequentemente, a iniciativa une os esforços do Governo Federal, do Governo do Estado — por meio da Agehab e da Agesul —, da Prefeitura de Campo Grande e da Caixa Econômica Federal.
Investimento Histórico e Perfil Econômico
No que diz respeito aos recursos financeiros, o Periferia Viva integra o programa Minha Casa, Minha Vida, utilizando verbas do Novo PAC. Dessa maneira, o investimento total soma até R$ 30,5 milhões, subsidiados pela Caixa Econômica Federal para garantir a reestruturação do território. Nesse contexto, o foco do atendimento financeiro prioriza famílias de baixa renda, especificamente aquelas que recebem até três salários mínimos e que dependem do suporte do Estado para conquistar a moradia própria regularizada.
Além disso, a presença do posto dentro do bairro Novo Samambaia acelera os processos burocráticos. Assim sendo, os cidadãos não precisam se deslocar até o centro da capital para atualizar cadastros ou solicitar vistorias nas propriedades, o que otimiza o tempo de resposta das equipes de engenharia social.
O Resgate da Dignidade Social
Em suma, o início das atividades do Periferia Viva representa um avanço democrático importante para a habitação popular de Campo Grande. Afinal, aproximar o poder público da periferia assegura que cada morador tenha voz ativa no processo de reurbanização da sua própria rua. Logo, as obras não apenas reconfiguram a paisagem urbana, mas também devolvem a dignidade, a segurança jurídica e a qualidade de vida para centenas de sul-mato-grossenses que aguardavam por essa infraestrutura há uma década.












