
Polícia Científica participa de exercício internacional com perícias ambientais no Pantanal
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participou, nesta semana, do Exercício Cooperación XI, realizado em Campo Grande. O treinamento, que ocorre pela primeira vez no Brasil, reúne forças de diferentes países e, além disso, foca na resposta a desastres naturais e no apoio a autoridades civis.
Nesse contexto, na quinta-feira (26), a instituição atuou em uma de suas frentes mais relevantes: a realização de perícias ambientais em áreas de difícil acesso no Pantanal.
Atuação integrada amplia capacidade operacional
A Polícia Científica mobilizou 10 peritos criminais da Capital e dos núcleos regionais de Coxim, Corumbá e Aquidauana. Durante a atividade, as equipes realizaram deslocamentos aéreos, em parceria com a Base Aérea de Campo Grande, até áreas previamente indicadas pelas autoridades.
Dessa forma, os profissionais conseguiram chegar com mais agilidade aos locais de difícil acesso. Além disso, já em solo, executaram a verificação dos vestígios e realizaram registros fotográficos georreferenciados, fundamentais para a documentação pericial.
Tecnologia e logística aumentam precisão das análises
Com o apoio aéreo, as equipes otimizaram o tempo de deslocamento e, ao mesmo tempo, ampliaram a precisão das operações. Segundo o perito criminal Yuri Hokama, chefe do Núcleo de Perícias Externas (NPE), essa estratégia faz diferença na atuação.
“O deslocamento aéreo facilita o acesso a regiões onde o percurso terrestre é limitado e, além disso, permite direcionar a atuação com mais precisão”, destacou.
Paralelamente, durante a ação, os profissionais também avaliaram o uso de VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado). Nesse sentido, a tecnologia surge como uma ferramenta complementar importante para o mapeamento das áreas periciadas.
Padronização dos laudos fortalece atuação técnica
Além das atividades em campo, as equipes também trabalharam na padronização das informações dos laudos periciais ambientais. Assim, definiram elementos essenciais para facilitar a análise por parte das autoridades requisitantes.
“A proposta é garantir que os laudos apresentem informações claras, organizadas e, principalmente, adequadas às particularidades de cada caso”, explicou Yuri Hokama.
Capacitação reforça uso de ferramentas digitais
Ao longo da semana, peritos da Capital e do interior participaram, ainda, de treinamentos específicos. Nesse sentido, o foco esteve no uso de softwares de georreferenciamento.
Com isso, os profissionais aprimoram a capacidade de identificar, localizar e validar áreas analisadas. Consequentemente, a qualidade técnica das perícias ambientais também se fortalece.
Integração internacional fortalece atuação no Pantanal
Por fim, a participação da Polícia Científica no Exercício Cooperación XI reforça, de maneira estratégica, a integração entre instituições nacionais e internacionais.
Além disso, demonstra a capacidade técnica do Estado em atuar em cenários complexos, especialmente em biomas sensíveis como o Pantanal. Dessa maneira, o treinamento contribui não apenas para o aprimoramento operacional, mas também para o fortalecimento das ações de proteção ambiental.












