• 08 fevereiro, 2026

Ações de conservação do Bioparque Pantanal fortalecem a preservação da maior planície alagada do mundo

Reconhecido mundialmente como a maior planície alagada do planeta, o Pantanal se destaca pela riqueza ambiental e pela biodiversidade única. Nesse contexto, no Dia Mundial das Áreas Úmidas, celebrado em 2 de fevereiro, o Bioparque Pantanal reforça a relevância das ações permanentes de conservação desenvolvidas com espécies do bioma, consolidado como a maior área úmida continental do mundo.

Além disso, o trabalho realizado no complexo turístico e científico aproxima os visitantes da compreensão sobre a importância dos ecossistemas inundáveis e do papel estratégico das áreas úmidas na manutenção da biodiversidade e no equilíbrio ambiental.

Educação ambiental como eixo da conservação

Segundo o biólogo-curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimenez Junior, a data amplia o diálogo com a sociedade. Nesse sentido, ele destaca que o Bioparque atua como ponte entre ciência e população. “Temos um papel fundamental ao levar conhecimento ao visitante. Um dos nossos pilares é a educação ambiental, e transformamos o conteúdo científico produzido aqui em informação acessível”, explica.

Ao mesmo tempo, o biólogo ressalta que o conhecimento é a base da preservação. “É preciso conhecer para preservar. O aprendizado fortalece as ações de conservação de um bioma naturalmente frágil”, afirma.

Imersão científica e valorização da biodiversidade

Por meio de diferentes estratégias, que vão desde as explicações oferecidas pelos condutores durante as visitas até iniciativas voltadas ao bem-estar animal, o maior aquário de água doce do mundo promove uma imersão científica. Dessa forma, o percurso permite compreender como o fluxo hídrico conecta espécies, sustenta a vida e garante o equilíbrio dos ecossistemas inundáveis.

Atualmente, o Pantanal está amplamente representado no Bioparque com mais de 270 espécies de peixes, como piranhas, dourados, tucunarés e pacus, além de répteis como cobras e jacarés. Em cada espaço, os tanques apresentam conteúdos educativos específicos, enquanto as áreas expositivas aprofundam o entendimento sobre a dinâmica ambiental do bioma.

Pesquisa, reprodução assistida e conservação das espécies

Entre os destaques, está o tanque de filhotes de arraias, que possibilita ao visitante observar de perto o comportamento da espécie. Com o apoio de microscópios, materiais informativos e estruturas anatômicas, o público compreende a importância ecológica desses animais, contribuindo para desfazer mitos e informações equivocadas.

Paralelamente à visitação, o Bioparque Pantanal atua diretamente na conservação por meio de pesquisas científicas e reprodução assistida. No Centro de Conservação de Peixes Neotropicais, equipes desenvolvem estudos voltados ao manejo, à reprodução e à preservação de espécies, fortalecendo as populações naturais.

Complementando essas ações, o Bioparque realiza expedições científicas no Pantanal, que permitem o monitoramento dos ambientes naturais e a coleta de dados sobre comportamento, alimentação e reprodução das espécies. Assim, as informações obtidas em campo orientam a melhoria contínua das práticas de manejo e bem-estar animal.

Acessibilidade e inclusão no contato com o bioma

Outro aspecto relevante é a acessibilidade. O Bioparque garante que pessoas com deficiência vivenciem o bioma de forma inclusiva. Por exemplo, visitantes cegos participam de experiências táteis com animais taxidermizados, água, pedras e plantas típicas do Pantanal, sempre acompanhados por profissionais capacitados.

Por meio do projeto Bioparque para Todos – Iguais na Diferença, recursos tecnológicos e equipes especializadas asseguram que cada visitante tenha uma experiência educativa, inclusiva e completa.

Compromisso institucional com a preservação ambiental

Por fim, a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental. “Traduzimos o conhecimento científico para a sociedade, despertando a consciência ambiental e evidenciando a importância de preservar o Pantanal e outros ecossistemas inundáveis. Ao observar espécies que dependem diretamente desses habitats, o visitante entende que proteger esse bioma é garantir a preservação da vida”, conclui.

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