
Capoterapia na ACPF: Transformando a Qualidade de Vida de 100 Idosos em Mato Grosso do Sul
O projeto de Capoterapia, realizado pela Associação Cristã Pais e Filhos (ACPF), encerra um ciclo de 12 meses com resultados que ultrapassam as estatísticas e tocam diretamente no bem-estar de 100 idosos participantes. A iniciativa, que utiliza elementos adaptados da capoeira como ferramenta terapêutica, demonstrou ser um divisor de águas na saúde física e mental dos alunos.
A prática foca em benefícios essenciais para o envelhecimento ativo, como a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e até das funções cognitivas, como a memória.
Para os participantes, as aulas representam muito mais do que exercícios físicos; são momentos de superação e alegria.
Ivone, de 78 anos, relata como a atividade venceu o sedentarismo: “Antes da Capoterapia, a minha vida era bem sedentária. Eu vim, comecei a fazer os exercícios e adorei tudo! Eu já tenho 78 anos e consigo fazer todas as dinâmicas. Estou muito bem de saúde e movimento”.
Dione destaca a recuperação física proporcionada pelo projeto: “Na Capoterapia eu me sinto bem. Eu melhorei minha saúde em tudo. Tinha problema no joelho e na coluna, e tudo eu melhorei. Por isso não deixo de vir direto; quando eu não venho, eu acho ruim!”.

A Importância do Apoio Institucional
O sucesso do projeto foi viabilizado através do Termo de Fomento 128 de Outubro de 2024 (Processo 48224/2024-34), fruto de uma emenda parlamentar da Deputada Federal Camila Jara. Esse recurso permitiu que a ACPF oferecesse estrutura e acompanhamento profissional gratuito durante todo o ano.
Edna Coronel, presidente da ACPF, celebra o impacto social da iniciativa:
“Nossa missão na Associação Cristã Pais e Filhos sempre foi o cuidado com a família em todas as suas etapas. Ver esses 100 idosos recuperando a autonomia e o sorriso é a prova de que projetos como este são vitais. O resultado positivo na saúde de cada um deles é o que nos move a continuar buscando parcerias.”
O coordenador do projeto, Alessandro Riquelme, reforça o aspecto técnico e humano da Capoterapia:
“Trabalhamos movimentos que respeitam a limitação de cada aluno, mas que os desafiam constantemente. A evolução na mobilidade e na socialização nesses 12 meses foi extraordinária. A Capoterapia não é apenas um exercício, é um novo estilo de vida que devolve a dignidade e a alegria de viver aos nossos idosos.”
Futuro do Projeto
Apesar dos excelentes resultados e da alta demanda, a ACPF informa que, no momento, não há previsão para a abertura de novas turmas. A continuidade do projeto depende da captação de novos recursos e parcerias para manter a qualidade do atendimento e a gratuidade para os participantes.
A instituição segue em busca de novos apoios para que a “corrente do bem” da Capoterapia possa alcançar ainda mais pessoas na comunidade.












