• 14 fevereiro, 2026

Carnaval: Sambódromo amplia inclusão e garante acessibilidade ao público PCD

No espetáculo que projeta o Brasil para o mundo todos os anos, a inclusão também ocupa lugar de destaque. Na Marquês de Sapucaí, portanto, a acessibilidade deixou de ser apenas um discurso e passou a integrar a estrutura oficial do evento. Assim, pessoas com deficiência vivenciam o Carnaval com mais autonomia, informação e pertencimento.

Frequentadora assídua do Setor 13, Sandra Santos, que é deficiente visual, relata a experiência de acompanhar os desfiles com audiodescrição. Segundo ela, o recurso transforma completamente a forma de participação no evento.

“Considero fundamental ter audiodescrição no Carnaval. Além disso, seria ainda melhor se estivesse disponível em todos os espaços. Todo ano vou ao Setor 13 e fico muito feliz por encontrar esse suporte”, destaca.

Desde então, recursos de acessibilidade se consolidam na avenida

Desde 2019, a acessibilidade comunicacional na Sapucaí é coordenada pela All Dub Estúdio. Nesse sentido, a empresa atua como responsável oficial pelos serviços voltados ao público PCD. De acordo com a CEO Ana Motta, o trabalho registra mais de 600 atendimentos diários apenas no Camarote 13, espaço dedicado à inclusão.

“Ao longo do Carnaval, esse número representa milhares de pessoas atendidas. Além disso, oferecemos Libras, audiodescrição e mediação acessível. Consequentemente, consolidamos o maior atendimento diário de acessibilidade já realizado no Carnaval brasileiro”, afirma.

Enquanto isso, Setor 13 concentra estrutura inclusiva

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, bem como no Desfile das Campeãs, o Setor 13 disponibiliza audiodescrição ao vivo, tradução em Libras e suporte especializado. Dessa forma, o atendimento contempla pessoas cegas, surdas, autistas, com baixa visão e outras deficiências.

Além disso, a atuação não se restringe ao Sambódromo. Pelo contrário, os recursos também chegam aos blocos de rua, à FanFest em Copacabana, ao Camarote VerdeRosa e ao desfile dos Embaixadores da Alegria.

Por outro lado, iniciativa reforça direito à cultura

Mais do que tecnologia e estrutura, a acessibilidade reforça princípios fundamentais. Segundo Ana Motta, o projeto amplia o acesso e fortalece o direito à cultura.

“Mais do que números, falamos de autonomia, pertencimento e cidadania cultural. Cada recurso implementado, portanto, gera impacto social direto, especialmente em um evento de escala global”, ressalta.

Portanto, avenida se consolida como espaço de todos

Em um dos maiores eventos culturais do planeta, a acessibilidade também dialoga com práticas de responsabilidade social e ESG. Assim, a presença de recursos inclusivos evidencia uma transformação estrutural no Carnaval brasileiro.

“Ser, por mais um ano, a empresa oficial de acessibilidade da Sapucaí é motivo de orgulho. Afinal, acessibilidade não é um complemento, mas um pilar essencial de inclusão”, conclui a CEO.

No país do Carnaval, onde a festa representa identidade e patrimônio cultural, garantir que todos possam ver, ouvir, sentir e compreender o desfile vai além da inclusão. Trata-se, portanto, de afirmar que a avenida pertence a todos.

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