• 17 fevereiro, 2026

Carnaval se transforma em ferramenta de cuidado e inclusão no CAPS Margarida

O CAPS Margarida realizou, na tarde desta sexta-feira (13), a segunda edição do CarnaCAPS. Com isso, o espaço foi convertido em um ambiente de convivência, cultura e promoção da saúde mental. Além disso, a iniciativa reuniu aproximadamente 50 participantes, entre usuários do serviço, familiares, profissionais, vizinhos e parceiros.

Localizado na região do Prosa, o CAPS Margarida atua como unidade de referência em atendimento psicossocial. Após o êxito da primeira edição, promovida em 2025, o evento ganhou dimensão ampliada. Consequentemente, novas parcerias foram incorporadas à programação festiva.

Parcerias fortalecem o caráter comunitário

A celebração contou com apresentações do Grupo Reserva do Samba e do Bloco Subaquera. Ambos, integrantes da cena cultural local, participaram de forma voluntária. Nesse sentido, o envolvimento reforçou o papel da cultura como instrumento de cuidado e integração social.

Paralelamente, a mobilização recebeu apoio de servidores da Sesau, acadêmicos da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), integrantes do Motoclube Insanos e lideranças comunitárias. Dessa forma, o evento evidenciou a união entre saúde, educação e sociedade civil.

Chuva altera programação, mas não reduz integração

Inicialmente, a proposta previa um pequeno cortejo pelas ruas do entorno. No entanto, as condições climáticas inviabilizaram a atividade externa. Ainda assim, o espírito de celebração e pertencimento permaneceu presente ao longo de toda a tarde.

Segundo Lucas Mourão, coordenador do Bloco Subaquera, o objetivo central é promover inclusão. “A intenção é celebrar o Carnaval sem distinção, levando alegria ao CAPS e à comunidade. Afinal, a música e o Carnaval são direitos de todos”, destacou.

Carnaval como estratégia de quebra de estigmas

Para os profissionais envolvidos, o CarnaCAPS transcende o caráter festivo. De acordo com a psicóloga residente Ana Júlia Souza de Jesus, uma das idealizadoras do projeto, a proposta possui dimensão terapêutica e social.

“O Carnaval é um símbolo mundial e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de quebrar estigmas. Assim, aproximamos a comunidade e mostramos que o CAPS é um espaço de vida, cuidado e acolhimento”, explicou.

Cultura, saúde e cuidado humanizado

A programação foi marcada por participação coletiva e integração genuína. Além disso, as atividades reforçaram a importância de estratégias criativas na promoção da saúde mental. Nesse contexto, a música assumiu papel central na experiência vivenciada.

Para a assistente social Inara Luiza Sales Cabral, iniciativas como essa ampliam o alcance do cuidado. “A música cura, aproxima e transforma. Portanto, o Carnaval representa alegria, inclusão e cultura brasileira. O CAPS Margarida demonstra que é possível promover saúde de maneira leve e humanizada”, concluiu.

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