
COP15 das Espécies Migratórias deve reunir mais de 2 mil especialistas de 100 países em Campo Grande
Entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande será sede da COP15 das Espécies Migratórias, conferência da ONU voltada à conservação de animais silvestres migratórios. Ao todo, o evento deve reunir entre 2 mil e 3 mil especialistas de cerca de 100 países, consolidando Mato Grosso do Sul no centro do debate ambiental global.
Nesse cenário, a escolha do Estado se deve à relevância estratégica do Pantanal para a biodiversidade mundial. Especialmente, a maior planície alagável do planeta funciona como área essencial de descanso e alimentação para inúmeras espécies migratórias, principalmente aves de rotas médias e longas.
Apresentação oficial e articulação institucional
Na segunda-feira (2), os primeiros detalhes da conferência foram apresentados em coletiva de imprensa no auditório do Imasul. Na ocasião, participaram o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco; a secretária de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério, Rita Mesquita; e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.
Além disso, os representantes destacaram o papel do Brasil como liderança ambiental e anfitrião estratégico do evento. Desde então, o Governo do Estado intensificou a articulação interinstitucional para garantir infraestrutura, logística e segurança adequadas.
Importância da conferência no cenário internacional
Realizada a cada três anos, a Conferência das Espécies Migratórias chega à sua 15ª edição. Ainda que seja menos conhecida que a Conferência do Clima, o encontro trata de um tema central para a biodiversidade global.
Atualmente, a Convenção das Espécies Migratórias conta com 133 países signatários. Em contraste, a Convenção do Clima reúne 198 partes. Por isso, ao sediar a COP15, o Brasil busca ampliar a adesão, sobretudo no continente americano.
Nesse contexto, a meta é atrair países da América Central e da América do Norte, regiões que ainda não integram a Convenção. Consequentemente, o evento em Campo Grande assume caráter estratégico para a diplomacia ambiental brasileira.
Estrutura e locais da COP15 em Campo Grande
Quanto à organização, a estrutura da COP15 já está praticamente definida. A chamada Zona Azul (Blue Zone) será instalada no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês. Paralelamente, outras atividades ocorrerão no Bioparque Pantanal, na Casa do Homem Pantaneiro — recentemente reformada — e no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.
Dessa forma, os principais equipamentos culturais e turísticos da Capital estarão integrados à programação do evento, fortalecendo a experiência dos participantes.
Preparação da cidade e apoio logístico
Segundo o secretário Jaime Verruck, o Governo do Estado já dialoga com os setores hoteleiro e de alimentação para garantir capacidade de atendimento ao público internacional. Além disso, companhias aéreas foram acionadas para ofertar voos extras durante o período da conferência.
Outro ponto relevante envolve a mobilidade urbana. Estão previstas linhas especiais de ônibus ligando o Shopping Bosque dos Ipês ao centro da cidade e às regiões hoteleiras. Simultaneamente, a Secretaria de Segurança Pública mobilizará efetivo no aeroporto, nos locais do evento e nas áreas de circulação dos participantes.
Turismo e projeção internacional do Pantanal
Como complemento, a Secretaria de Turismo articula, junto ao trade turístico, roteiros especiais para o Pantanal e Bonito, voltados aos participantes interessados em conhecer os destinos naturais do Estado.
“Será um grande momento para Mato Grosso do Sul apresentar o Pantanal ao mundo”, afirmou Verruck. Por fim, o secretário reforçou que o Governo do Estado está totalmente empenhado na realização da COP15, reconhecendo o evento como uma oportunidade histórica de projeção internacional.












