• 10 janeiro, 2026

Custo da construção avança 0,51% em dezembro e encerra 2025 com alta de 5,63% no Brasil

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,51% em dezembro de 2025, acima do resultado de novembro (0,25%). Assim, o indicador encerrou o ano com avanço acumulado de 5,63%, superando o desempenho de 2024 (3,98%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, calculado mensalmente pelo IBGE.

Custo médio da construção se aproxima de R$ 1,9 mil por metro quadrado

Em valores absolutos, o custo nacional da construção chegou a R$ 1.891,63 por metro quadrado em dezembro. Desse total, R$ 1.078,39 correspondem aos materiais de construção e R$ 813,24 aos custos com mão de obra.

Ou seja, ambos os componentes seguem pressionando o orçamento do setor, especialmente em um cenário de negociações trabalhistas.

Enquanto materiais desaceleram, mão de obra acelera em dezembro

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,27% em dezembro. Porém, o resultado ficou 0,11 ponto percentual abaixo da taxa registrada em novembro (0,38%) e 0,06 p.p. menor do que em dezembro de 2024 (0,33%).

Em contrapartida, a mão de obra teve alta de 0,83%, portanto bem acima do mês anterior (0,09%) e também superior ao mesmo período de 2024 (0,06%). Segundo o IBGE, esse movimento foi influenciado por acordos coletivos observados no período.

No acumulado de 2025, mão de obra pesa mais que materiais

Ao longo de 2025, o Sinapi acumulou:

  • Alta de 4,20% nos materiais,

  • Alta de 7,63% na mão de obra.

Comparativamente, em 2024, os materiais haviam fechado em 3,32% e a mão de obra em 4,90%. Conforme explica Augusto de Oliveira, gerente da pesquisa, a aceleração registrada em 2025 está relacionada, principalmente, aos acordos coletivos firmados em Minas Gerais, estado com peso relevante no setor da construção civil.

Centro-Oeste lidera alta regional no ano

Entre as grandes regiões do país, os custos médios por metro quadrado em dezembro foram:

  • Norte: R$ 1.943,65

  • Nordeste: R$ 1.756,96

  • Sudeste: R$ 1.942,83

  • Sul: R$ 2.021,12

  • Centro-Oeste: R$ 1.912,36

Em termos de variação mensal, o Sudeste liderou em dezembro (0,97%). Logo depois, aparecem Centro-Oeste (0,39%), Nordeste (0,27%), Sul (0,09%) e Norte (0,07%).

No acumulado do ano, o Centro-Oeste registrou a maior alta (6,27%), enquanto o Norte apresentou a menor (4,62%). Além disso, o Norte foi a única região com redução no comparativo com 2024 (-0,19 p.p.).

Mato Grosso tem maior alta anual; Minas Gerais se destaca em dezembro

Entre as unidades da federação, Minas Gerais registrou a maior taxa em dezembro de 2025 (3,34%), impulsionada tanto pelos custos com materiais quanto pela mão de obra. Por outro lado, Santa Catarina apresentou a menor variação do mês (-0,08%).

Já no acumulado de 2025, Mato Grosso liderou o ranking nacional, com alta de 8,05%, enquanto o Amazonas teve o menor resultado do ano (3,74%). Mesmo assim, segundo o IBGE, Mato Grosso não liderou isoladamente materiais ou mão de obra, mas, ainda assim, foi o estado com a maior variação acumulada, reflexo do conjunto dos custos.

O que é o Sinapi

Criado em 1969, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) produz informações sistematizadas com abrangência nacional. Dessa forma, o índice é utilizado para elaboração e avaliação de orçamentos, bem como para o acompanhamento da evolução dos custos no setor da construção civil.

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