
HRMS passa a realizar cirurgias de cálculos renais a laser pelo SUS
Inicialmente, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) passou a realizar cirurgias de cálculos renais por meio de técnica minimamente invasiva com uso de laser, ampliando o acesso da população a procedimentos mais modernos, seguros e eficazes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, a unidade dá um passo importante na qualificação da assistência urológica.
Procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida
Além disso, a incorporação da tecnologia representa um avanço significativo para o HRMS, que é referência em média e alta complexidade no Estado. Nesse sentido, o uso do laser permite maior precisão cirúrgica, menor risco de sangramento e recuperação mais rápida dos pacientes.
Especialista destaca benefícios da técnica
De acordo com o médico urologista do HRMS, André Luis Alonso Domingos, a principal vantagem do laser está na precisão e na redução das complicações no pós-operatório. Segundo ele, por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, o paciente sente menos dor, apresenta menor perda sanguínea e reduz o risco de hérnia.
Além disso, na maioria dos casos, o paciente recebe alta em menos tempo. Em média, quem passa pela cirurgia a laser deixa o hospital em até 24 horas. Em contrapartida, nos procedimentos convencionais, que exigem corte para retirada dos cálculos, a internação pode chegar a quatro ou cinco dias.
Nova abordagem melhora resultados clínicos
Ainda conforme o especialista, a tecnologia altera de forma significativa a abordagem dos casos. Nesse contexto, o laser permite tratar o paciente de maneira mais precoce e adequada. Assim, é possível evitar complicações futuras e garantir melhores resultados clínicos.
Primeiras cirurgias já foram realizadas no hospital
Recentemente, o HRMS realizou as duas primeiras cirurgias de cálculos renais a laser. No primeiro caso, um paciente de 77 anos convivia há um ano e três meses com um cálculo urinário. Já no segundo, um homem de 48 anos apresentava cálculo em ureter superior e utilizava um cateter duplo J há cerca de três anos, aguardando tratamento definitivo.
Segundo o médico Alexandre Bomfim, responsável pelo segundo procedimento, o novo equipamento possibilitou a resolução completa do caso. Dessa forma, foi possível retirar o cateter, tratar o cálculo e finalizar o tratamento de maneira definitiva.
Investimento reforça modernização do HRMS
Atualmente, o maior hospital público de Mato Grosso do Sul passa a contar com laser e ureterorrenoscópio flexível, ampliando a capacidade tecnológica da unidade. Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Alves Corrêa Esgalha, a implantação reforça o compromisso do hospital com a modernização da assistência.
Tecnologia como estratégia de saúde pública
Por fim, Marielle destaca que investir em tecnologia é investir diretamente na saúde pública. Assim, a iniciativa garante melhores condições de trabalho aos profissionais e resultados mais eficientes e seguros para os pacientes atendidos pelo SUS, fortalecendo o cuidado humanizado em Mato Grosso do Sul.












