• 22 fevereiro, 2026

Mercado reduz projeção da inflação para 3,95% em 2026

A expectativa do mercado financeiro para a inflação apresentou novo ajuste. Segundo o boletim Focus divulgado nesta quarta-feira (18), a previsão para o IPCA passou de 3,97% para 3,95% em 2026. O levantamento, elaborado pelo Banco Central, consolida, semanalmente, as estimativas das principais instituições financeiras do país.

Cenário de inflação mantém trajetória de queda

Pela sexta semana consecutiva, os analistas revisaram a projeção inflacionária para baixo. Assim, a estimativa permanece dentro do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente, a meta central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Além disso, as previsões para os anos seguintes seguem estáveis. Para 2027, o mercado projeta inflação de 3,8%. Já para 2028 e 2029, a estimativa permanece em 3,5%.

Pressões recentes ainda influenciam os preços

Embora o cenário mostre desaceleração, alguns fatores continuam impactando os índices. Em janeiro, por exemplo, os reajustes da energia elétrica e da gasolina pressionaram os preços. Como resultado, o IPCA registrou alta de 0,33% no mês.

De acordo com o IBGE, o índice acumulou avanço de 4,44% em 2025. Ainda assim, o resultado permaneceu dentro dos limites estabelecidos pela política monetária.

Selic segue elevada, mas cortes se aproximam

Enquanto a inflação recua gradualmente, a taxa básica de juros permanece em patamar elevado. Atualmente fixada em 15% ao ano, a Selic não sofreu alterações na última reunião do Copom. Dessa forma, os juros continuam no maior nível desde 2006.

Entretanto, o Banco Central sinalizou mudanças. Caso o cenário inflacionário permaneça controlado, o ciclo de redução pode começar já na reunião de março.

Expectativas indicam alívio gradual nos juros

Segundo os analistas consultados pelo Focus, a Selic deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano. Na sequência, a tendência aponta novas quedas. Para 2027, a projeção indica taxa de 10,5%. Já em 2028, a estimativa recua para 10%.

Consequentemente, a flexibilização monetária pode estimular o crédito, os investimentos e, sobretudo, a atividade econômica.

Economia mantém projeção moderada de crescimento

No campo do crescimento econômico, as expectativas permanecem estáveis. Para este ano, o mercado estima expansão de 1,8% do PIB. Da mesma forma, a previsão para 2027 repete o mesmo percentual.

Além disso, para 2028 e 2029, os analistas projetam avanço de 2% ao ano. Assim, o cenário sugere recuperação gradual da economia brasileira.

Câmbio apresenta estabilidade nas previsões

Quanto ao dólar, o mercado manteve as estimativas. A projeção indica cotação de R$ 5,50 ao final deste ano. Para 2027, por sua vez, a previsão aponta manutenção desse mesmo patamar.

Portanto, o cenário atual combina inflação sob controle, juros ainda elevados e crescimento moderado.

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