• 01 fevereiro, 2026

Nova arquitetura da saúde em MS avança com regulação integrada e amplia acesso a leitos hospitalares

Como parte da nova arquitetura da saúde, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul avança na regulação integrada de leitos hospitalares, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES). Nesta segunda-feira (26), o governador Eduardo Riedel visitou, em Campo Grande, a sede do Complexo Regulador do Estado, onde atuam as equipes responsáveis pela organização do acesso aos leitos. Assim, o Estado dá mais um passo para garantir atendimento adequado aos pacientes.

Integração busca mais agilidade no atendimento

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a proposta é dar maior fluidez aos processos de regulação. Dessa forma, cada paciente será encaminhado ao leito adequado, conforme a complexidade clínica e a patologia apresentada.

“A população vai perceber uma maior celeridade na prestação do serviço regulatório, ou seja, acesso mais rápido às suas necessidades”, afirmou.

Além disso, o secretário destacou que o sistema está em fase inicial de integração. Atualmente, são três semanas de operação conjunta. No entanto, a meta é consolidar um processo unificado e compartilhado, com resultados práticos, especialmente para a Capital.

Estado e municípios atuam na mesma direção

Durante a visita, Riedel conheceu o sistema e as mudanças já em andamento. Nesse momento, a regulação vigente contempla urgência e emergência. Ainda assim, o governador ressaltou que a transformação exige amadurecimento de fluxos, investimentos e, sobretudo, integração entre Estado e municípios.

“Essa transformação demanda mudanças de processos, investimentos e, acima de tudo, capacidade de integração”, frisou.

Regionalização já reduz tempo de espera

A regulação integrada representa mais uma etapa da regionalização da saúde, que já permite a realização de procedimentos cirúrgicos em hospitais do interior. Com isso, há redução do tempo de espera, mais conforto ao paciente e melhor acompanhamento pós-operatório. Consequentemente, o atendimento ocorre mais próximo da residência do usuário do SUS.

Integração otimiza recursos

Para a secretária adjunta da SES, Crhistinne Maymone, a união das regulações estadual e regional é estratégica. Nesse sentido, a integração amplia a eficiência do sistema.

“As duas regulações, em conjunto, potencializam o trabalho ofertado à população e a efetividade da nova arquitetura da saúde”, explicou.

Novo modelo descentraliza atendimentos

O novo modelo de regionalização da assistência hospitalar vai otimizar a capacidade dos hospitais e descentralizar os atendimentos nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Assim, hospitais de referência concentram-se na alta complexidade, enquanto cidades vizinhas assumem a média complexidade, evitando sobrecarga.

Hospitais de referência por macrorregião

  • Campo Grande – Região Central

  • Dourados – Cone Sul

  • Três Lagoas – Costa Leste

Dessa maneira, cria-se um cinturão de média complexidade em torno desses polos.

Exemplos práticos da regionalização

  • Costa Leste: Três Lagoas (alta complexidade); Bataguassu, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Costa Rica, Cassilândia e Chapadão do Sul (média).

  • Região Central: Campo Grande (alta); Aquidauana, Coxim, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Maracaju, Bela Vista e Jardim (média).

  • Cone Sul: Dourados (alta); Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Rio Brilhante e Fátima do Sul (média).

Por conseguinte, o modelo reduz deslocamentos desnecessários e melhora a eficiência do sistema.

Investimentos superam R$ 1,8 bilhão

Desde 2023, os investimentos para implantação do modelo já ultrapassam R$ 1,8 bilhão. Ao mesmo tempo, os recursos contemplam obras, convênios com municípios, aquisição de equipamentos e veículos, incentivos hospitalares, MS Saúde e repasses diretos. Com isso, a infraestrutura acompanha a nova lógica de atendimento.

Benefícios diretos à população

Entre os principais ganhos estão:

  • Redução da sobrecarga nos hospitais de alta complexidade

  • Atendimento mais ágil e próximo do paciente

  • Melhor distribuição de recursos hospitalares

  • Maior disponibilidade de vagas para casos graves

Em síntese, a regionalização torna a saúde pública mais eficiente. Por fim, a organização do Complexo Regulador permite melhor aproveitamento das ofertas da rede assistencial, fortalecendo a gestão e o cuidado com a população sul-mato-grossense.

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