• 14 fevereiro, 2026

Preços da construção começam 2026 com alta de 1,54% em janeiro

Os custos da construção civil iniciaram 2026 em alta. Além disso, o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, registrou avanço de 1,54% em janeiro, resultado 1,03 ponto percentual acima do índice observado em dezembro de 2025 (0,51%).

Nesse sentido, o percentual representa a maior elevação mensal desde junho de 2022, quando o índice alcançou 1,65%. Enquanto isso, no acumulado de 12 meses, o SINAPI chegou a 6,71%, superando os 5,63% registrados no período imediatamente anterior. Assim, o indicador confirma uma aceleração nos custos do setor.

Reoneração da folha pressiona custos

De acordo com o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, o desempenho de janeiro reflete diretamente a reoneração da folha de pagamento das empresas da construção civil. Portanto, o reajuste segue a legislação vigente, que estabelece alíquota de 10% sobre a folha em 2026.

Por outro lado, o impacto não se restringe apenas às empresas. Consequentemente, os custos totais por metro quadrado subiram de R$ 1.891,63 em dezembro para R$ 1.920,74 em janeiro, sendo R$ 1.081,31 referentes aos materiais e R$ 839,43 à mão de obra.

Mão de obra puxa alta do índice

Ao mesmo tempo, a parcela dos materiais apresentou variação moderada de 0,27%, mantendo o mesmo patamar de dezembro. Ainda assim, o avanço foi ligeiramente superior ao de janeiro do ano passado.

Em seguida, a mão de obra destacou-se como o principal fator de pressão: o custo cresceu 3,22% em janeiro, ficando 2,39 p.p. acima de dezembro e 2,25 p.p. acima de janeiro de 2025. Dessa forma, o aumento reflete tanto a reoneração quanto o reajuste do salário-mínimo nacional em 2026.

Igualmente, categorias como a de serventes de obra sentiram o impacto, especialmente em 11 das 27 unidades da federação, onde houve adequação salarial.

Nordeste lidera variação regional

Simultaneamente, todas as regiões do país apresentaram alta em janeiro. O Nordeste liderou, com 1,85%, seguido pelo Centro-Oeste (1,67%), Sudeste (1,39%), Sul (1,35%) e Norte (1,33%).

Entre os estados, por consequência, o Piauí registrou a maior elevação, com 4,12%, influenciado pelo reajuste de acordos coletivos e pelo aumento no custo dos materiais.

Sobre o SINAPI

Por fim, criado em 1969, o SINAPI produz informações sistematizadas sobre custos e índices da construção, com abrangência nacional. O indicador serve de base para elaboração de orçamentos, avaliação de projetos e acompanhamento de custos. A próxima divulgação, referente a fevereiro, está prevista para 12 de março.

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