
Rota da Celulose amplia competitividade logística e impulsiona desenvolvimento de MS, destaca secretário
Com a assinatura do contrato de concessão, a Rota da Celulose entra oficialmente em fase de execução e consolida um dos maiores projetos logísticos de Mato Grosso do Sul. Ao todo, o empreendimento compreende 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais que ligam Campo Grande à Costa Leste do Estado.
O início das obras foi marcado por um ato realizado na manhã desta segunda-feira (2), no auditório da Governadoria. Na ocasião, o consórcio Caminhos da Celulose, formado por sete empresas lideradas pela XP Investimentos, confirmou investimento de aproximadamente R$ 10 bilhões ao longo da concessão.
Investimento estratégico para a logística estadual
Nesse contexto, o projeto prevê duplicações, construção de terceiras pistas, implantação de acostamentos, recuperação da pavimentação existente e melhorias estruturais ao longo de todo o trecho concedido. Além disso, estão previstas intervenções voltadas à segurança viária, conectividade e fluidez do tráfego.
Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a concessão representa um divisor de águas para a competitividade logística do Estado. Segundo ele, os impactos positivos serão sentidos em curto, médio e longo prazo.
“Isso vai agilizar as viagens, aumentar a segurança nas vias e, principalmente, atender ao grande fluxo de investimentos atraídos nos últimos anos. Portanto, manter a competitividade logística é essencial para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, afirmou Verruck.
Parceria entre Estado, União e iniciativa privada
Durante o evento, a presença da ministra do Planejamento, Simone Tebet, reforçou a parceria entre os governos federal e estadual na execução do projeto. Da mesma forma, empresários da XP Investimentos, lideranças políticas e representantes dos municípios impactados acompanharam o ato.
Além do governador Eduardo Riedel, participaram deputados federais e estaduais, senadores, secretários de Estado, prefeitos, vereadores e empresários. Assim, o início das obras simbolizou uma articulação ampla entre diferentes esferas do poder público e o setor privado.
Trechos contemplados e melhorias previstas
Especificamente, a concessão abrange trechos da BR-262, entre Três Lagoas e Campo Grande; da BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul; e das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, entre Campo Grande e Bataguassu.
Ao longo dos próximos 30 anos, esses 870 quilômetros de rodovias pavimentadas receberão melhorias contínuas. Entre as ações previstas, está a duplicação de mais de 100 quilômetros da BR-262, no trecho entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, além da construção de 254 quilômetros de faixas adicionais e 456 quilômetros de acostamentos.
Tecnologia, segurança e modelo inovador de pedágio
Outro ponto relevante é a adoção do sistema de pedagiamento Free Flow, que permite ao motorista pagar a tarifa por meio de aplicativo ao final da viagem. Com isso, o tráfego ganha mais fluidez e reduz paradas ao longo do percurso.
Além disso, as rodovias contarão com monitoramento por 484 câmeras de segurança e postos de atendimento aos usuários a cada 60 quilômetros, no máximo. Adicionalmente, o consórcio assumiu o compromisso de construir contornos rodoviários, instalar novos destacamentos policiais e ampliar a conectividade em todo o trajeto.
Transformação estrutural para o Estado
Ao avaliar o projeto, o governador Eduardo Riedel destacou o caráter integrado da iniciativa, que uniu Estado e União, setor público e iniciativa privada. Segundo ele, trata-se de uma convergência de propósitos voltada ao desenvolvimento sustentável.
Riedel também ressaltou que Mato Grosso do Sul já possui mais rodovias pavimentadas do que não pavimentadas em sua malha viária. Dessa forma, os investimentos em andamento ou já contratados devem promover uma transformação profunda na infraestrutura logística do Estado.
Por fim, a Rota da Celulose consolida-se como um projeto estratégico para garantir competitidade, atrair novos investimentos e sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul nos próximos anos.












